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Política

Bolsonaro sobre pandemia: "Fui o único chefe de Estado no caminho certo"

Em entrevista ao <b>Metrópoles</b>, presidente disse que o governo "acertou" com as medidas adotadas no período da crise sanitária

Mayara da Paz, Manoela Alcântara, Isadora Teixeira24/10/2022 19:12, atualizado 24/10/2022 19:14
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Igo Estrela/Metrópoles
Presidente é Bolsonaro entrevistado pela jornalista Lilian Tahan, do portal Metrópoles. Ambos estão sentado em salão amplo do palácio da Alvorada e o presidente fala gesticulando - Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a defender, nesta segunda-feira (24/10), a sua gestão durante a pandemia de coronavírus. Em entrevista à diretora-executiva do Metrópoles, Lilian Tahan, o candidato à reeleição disse que o governo “acertou” com as medidas adotadas no período da crise sanitária.

“Criamos o auxílio emergencial, o Pronamp, para que milhões de empregos não fossem destruídos. Eu fiz a minha parte. Ouso dizer que talvez eu tenha sido o único chefe de Estado no mundo que estava no caminho certo”, afirmou.

Na sequência, o atual titular do Planalto acrescentou: “Esse verdadeiro pavor que a grande mídia levou para a população foi péssimo. Nós quase naufragamos na economia. Daí o cara falava: ‘Está preocupado com a economia e não com a vida’. Qual vida existe sem economia, meu Deus do céu?”.

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A entrevista, feita na segunda-feira (24/10), foi transmitida ao vivo pelo Metrópoles
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Bolsonaro e a diretora-executiva do Metrópoles, Lilian Tahan
Bolsonaro vê trunfo contra inelegibilidade
Bolsonaro também defendeu a atuação do governo durante a pandemia de Covid-19
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A entrevista, feita na segunda-feira (24/10), foi transmitida ao vivo pelo Metrópoles
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A entrevista, feita na segunda-feira (24/10), foi transmitida ao vivo pelo Metrópoles

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Bolsonaro vê trunfo contra inelegibilidade
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Bolsonaro vê trunfo contra inelegibilidade

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Bolsonaro também defendeu a atuação do governo durante a pandemia de Covid-19
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O presidente disse que, segundo pesquisas internas, ele e o rival, Lula, estão tecnicamente empatados
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Bolsonaro disputa o segundo turno das eleições presidenciais contra o ex-presidente Lula
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Lilian Tahan, diretora-executiva do Metrópoles, entrevista Bolsonaro
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Lilian Tahan, diretora-executiva do Metrópoles, entrevista Bolsonaro

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O presidente Jair Bolsonaro
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O presidente Jair Bolsonaro

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Na entrevista, Bolsonaro negou que tenha atrasado a compra de vacinas contra a Covid-19. Em 2020, a farmacêutica Pfizer teve ofertas de venda de vacinas contra a doença rejeitadas pelo governo. Quando o caso foi revelado, o governo argumentou que o laboratório estabelecia condições “draconianas” nos contratos. A principal queixa de Bolsonaro e do então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, era a de que a Pfizer não se responsabiliza por eventuais efeitos colaterais da vacina.

“Alguns falam: ‘Ah, não comprou a Pfizer’. Repito: não tinha para vender. E a Pfizer tinha algo esquisito. No contrato dizia que qualquer efeito colateral eles não se responsabilizariam por aquilo. E quem seria o responsável? Eu. Eu errei falando virar jacaré. Usei figura de linguagem e pessoal me massacrou. Mas o que é efeito colateral? Qualquer coisa anormal”, afirmou.

Ao longo da pandemia, Bolsonaro miniminou o novo coronavírus e chegou a chamar a infecção de “gripezinha”. O Brasi acumula mais de 680 mil mortes em decorrência da Covid-19.

A gestão de Bolsonaro durante a crise sanitária levou à instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar omissões do governo federal.

No relatório final, o colegiado acusou Bolsonaro de ter cometido nove crimes. Ao pedir os arquivamentos, a PGR concluiu não haver indícios das práticas desses crimes.