Bolsonaro sobre lockdown: “Nosso Exército não manterá povo em casa”

Presidente criticou ação apresentada ao STF pelos partidos PCdoB e do PSol, na qual pedem a implementação de medidas no âmbito federal

atualizado 22/04/2021 20:33

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticou nesta quinta-feira (22/4) uma ação apresentada no Supremo Tribunal Federal (STF) para que sejam implementadas em âmbito federal, em coordenação com estados e municípios, “providências urgentes e inadiáveis necessárias ao combate à pandemia de Covid-19”.

A Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão foi protocolada pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSol) e pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB).

Durante transmissão ao vivo nas redes sociais, Bolsonaro afirmou que o Exército brasileiro não irá para a rua “para manter o povo dentro de casa”.

“Eu já falei que o nosso Exército não vai para a rua para manter o povo dentro de casa. Está decidido. Então, PT, PCdoB, PSol estão perdendo tempo. E tudo [se] judicializa. Tenho certeza de que o STF não vai interferir nessa questão”, afirmou.

O presidente ainda voltou a falar contra o lockdown, embora o país nunca tenha adotado a política de fato. Na realidade, o que ocorreu é que governadores e prefeitos decretaram medidas restritivas em razão da pandemia.

“Nós já perdemos muito com o lockdown no Brasil. Sempre fui contra o lockdown. Fui favorável ao isolamento vertical, tá? Fizeram [o isolamento] horizontal e a desgraça está aí”, declarou.

O que diz a ação

Na peça, os partidos pedem que a Corte proporcione “a contenção de aglomerações e de circulação de pessoas” a fim de frear o avanço da Covid-19, além de evitar o surgimento de novas cepas da doença.

O documento também cita omissões do presidente Jair Bolsonaro no combate à pandemia.

Segundo as siglas, a primeira omissão de Bolsonaro “se evidencia na conduta assumida praticamente – e nos discursos reiterados – de resistência e de oposição aos procedimentos prescritos em defesa da saúde e da vida dos brasileiros”.

Além disso, continuam os partidos, o presidente fez inúmeras iniciativas “de menosprezo à gravidade da pandemia e de boicote ou retardamento de providências imprescindíveis e urgentes para a atenuação de seus efeitos”.

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