Bolsonaro sobre Doria: “Última cartada dele na busca de popularidade”

Presidente afirmou que o governador foi afetado por causa das medidas tomadas durante a pandemia do novo coronavírus

atualizado 21/10/2020 13:47

HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO CONTEÚDO

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), tenta recuperar popularidade ao oferecer ao governo federal a vacina que o estado, em parceria com o Instituto Butantan, desenvolve com o laboratório chinês Sinovac Biotech.

Durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (21/10), na cidade de Iperó (SP), o chefe do Executivo tornou a criticar o político tucano e relembrou episódio de campanha, no qual Doria se associou a ele no segundo turno das eleições, quando venceu Márcio França (PSB).

“Eu não converso com uma pessoa que usou meu nome por ocasião das eleições e, poucos meses depois, começou a me atacar, visando me desgastar e, assim atrapalhando a política brasileira, pensando numa futura eleição. Não dá para conversar com esse tipo de gente, que não tem nenhuma responsabilidade com a vida do próximo ou consigo próprio”, acusou.

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“Busca de popularidade”

A pesquisa mais recente do Instituto Datafolha mostra que a rejeição a Doria chega a patamares de 39%, enquanto a aprovação fica em 21%. Outros 39% acham a gestão “regular”.

“Parece que é a última cartada dele na busca de popularidade ou resgatar tudo aquilo que ele perdeu durante a pandemia, e grande parte a decisões tomadas pelo senhor João Doria não batiam com aquelas que eu gostaria de tomar caso não fosse tolhido pela Justiça”, afirmou, referindo-se à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de delegar a gestores locais as medidas de isolamento contra o coronavírus.

Questionado sobre a divergência de versões quanto ao protocolo de intenções, Bolsonaro se irritou com uma repórter e novamente atacou Doria.

“Não me trate dessa maneira, senão acaba a entrevista. Eu tenho responsabilidade, coisa que você não está tendo aqui. Não é dessa maneira que você tem que perguntar para uma autoridade uma questão séria que mexe com vidas. Houve uma distorção, por parte do João Doria, no tocante ao que ele falou”, finalizou.

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