Bolsonaro sanciona, com vetos, lei que cria Auxílio Brasil

Pagamentos do programa social que substitui o Bolsa Família são feitos desde 17 de novembro. Benefício é aposta do governo para reeleição

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Vinícius Schmidt/Metrópoles
Auxilio Brasil Caixa App
1 de 1 Auxilio Brasil Caixa App - Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou, com vetos, a lei que cria o Auxílio Brasil, programa social que substitui o Bolsa Família e imprime a marca da atual gestão na área social.

O Auxílio Brasil está em vigor desde novembro, quando o governo editou uma medida provisória com força de lei para garantir o pagamento assim que fossem quitadas as últimas parcelas do auxílio emergencial. Para ser definitivamente convertida em lei, a proposta precisava ser aprovada pelo Congresso, o que ocorreu em 25 de novembro, na Câmara dos Deputados, e em 2 de dezembro, no Senado Federal.

Veja como funciona o Auxílio Brasil:

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Mensalmente, o Ministério da Cidadania seleciona, de forma automatizada, as famílias que irão receber o benefício
A seleção é feita considerando os dados inseridos pelos órgãos responsáveis no Cadastro Único dos programas sociais do governo federal
O programa é destinado para famílias em situação de extrema pobreza
Famílias em situação de pobreza também poderão receber caso tenham, entre os membros, gestantes ou pessoas com idade até 21 anos incompletos
Famílias com renda per capita de até R$ 100 passarão a ser consideradas em situação de extrema pobreza, enquanto aquelas com renda per capita até R$ 200 serão consideradas em condição de pobreza
Auxílio Brasil é o programa de distribuição de renda do governo Bolsonaro que substituiu o Bolsa Família
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Auxílio Brasil é o programa de distribuição de renda do governo Bolsonaro que substituiu o Bolsa Família

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Mensalmente, o Ministério da Cidadania seleciona, de forma automatizada, as famílias que irão receber o benefício
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Mensalmente, o Ministério da Cidadania seleciona, de forma automatizada, as famílias que irão receber o benefício

Geraldo Magela/Agência Senado
A seleção é feita considerando os dados inseridos pelos órgãos responsáveis no Cadastro Único dos programas sociais do governo federal
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A seleção é feita considerando os dados inseridos pelos órgãos responsáveis no Cadastro Único dos programas sociais do governo federal

Marcelo Camargo/Agência Brasil
O programa é destinado para famílias em situação de extrema pobreza
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O programa é destinado para famílias em situação de extrema pobreza

JP Rodrigues/Metrópoles
Famílias em situação de pobreza também poderão receber caso tenham, entre os membros, gestantes ou pessoas com idade até 21 anos incompletos
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Famílias em situação de pobreza também poderão receber caso tenham, entre os membros, gestantes ou pessoas com idade até 21 anos incompletos

Reprodução/ Freepik
Famílias com renda per capita de até R$ 100 passarão a ser consideradas em situação de extrema pobreza, enquanto aquelas com renda per capita até R$ 200 serão consideradas em condição de pobreza
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Famílias com renda per capita de até R$ 100 passarão a ser consideradas em situação de extrema pobreza, enquanto aquelas com renda per capita até R$ 200 serão consideradas em condição de pobreza

Agência Brasil/Reprodução
Beneficiários do Auxílio Brasil tiveram prejuízos com empréstimos, segundo a CGU
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Beneficiários do Auxílio Brasil tiveram prejuízos com empréstimos, segundo a CGU

Aline Massuca/Metrópoles
No entanto, no mês de dezembro, foi criado um "Benefício extraordinário" que fez a parcela chegar a R$ 400. O valor começará a ser pago a partir do dia 10
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No entanto, no mês de dezembro, foi criado um "Benefício extraordinário" que fez a parcela chegar a R$ 400. O valor começará a ser pago a partir do dia 10

Hugo Barreto/Metrópoles
Programa substitui o extinto Bolsa Família
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Programa substitui o extinto Bolsa Família

Divulgação
 A Caixa será responsável por realizar a transferência de renda e pela disponibilização de canais para o atendimento de quem tenha dúvidas sobre o saque do benefício
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A Caixa será responsável por realizar a transferência de renda e pela disponibilização de canais para o atendimento de quem tenha dúvidas sobre o saque do benefício

Agência Brasil/Reprodução
A consulta para saber se a parcela está disponível pode ser realizada pelo aplicativo Auxílio Brasil e CAIXA Tem
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A consulta para saber se a parcela está disponível pode ser realizada pelo aplicativo Auxílio Brasil e CAIXA Tem

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil
ou ligando para o Atendimento Caixa Auxílio Brasil pelo telefone 111. Depois digite o seu CPF ou NIS
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ou ligando para o Atendimento Caixa Auxílio Brasil pelo telefone 111. Depois digite o seu CPF ou NIS

Raimundo Sampaio/ESP. METRÓPOLES

O Auxílio Brasil é uma das apostas de Bolsonaro para buscar a reeleição no próximo ano. O programa social prevê o pagamento de parcelas de até R$ 400 a 17 milhões de pessoas. O valor é acima do benefício anteriormente pago pelo Bolsa Família.

A criação do novo programa foi viabilizada com a árdua negociação do Executivo federal com o Congresso Nacional pela aprovação de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), que permitiu a renegociação do pagamento de precatórios. A postergação da quitação dos débitos da União abriu margem fiscal para a execução do Auxílio Brasil.

Sem a proposta legislativa, havia o risco de que o Poder Executivo fosse obrigado a furar o teto de gastos do Orçamento de 2022 para pagar o benefício. Como contrapartida, deputados e senadores exigiram que o Auxílio Brasil se tornasse um programa permanente. A vontade do governo era que o benefício fosse temporário.

PEC dos Precatórios, como ficou conhecida, foi promulgada em 16 de dezembro.

Em dezembro, o governo federal começou a pagar a todos os beneficiários um valor mínimo de R$ 400. Na quarta-feira (29/12), o Ministério da Cidadania informou que não pagará o complemento retroativo do auxílio aos beneficiários que receberam parcelas abaixo de R$ 400 em novembro, como havia sido prometido inicialmente.

“Pela legislação em vigor, não há previsão de pagamentos retroativos desse benefício”, afirmou a pasta em nota.

Vetos

Bolsonaro vetou dois trechos da lei. O primeiro estabelecia que as despesas do Auxílio Brasil correriam sob a conta das dotações orçamentárias alocadas ao programa, as quais deveriam ser suficientes para atender todas as famílias elegíveis aos benefícios.

Segundo o governo, isso acarretaria a ampliação das despesas sem a devida previsão orçamentária. “O atendimento aos potenciais beneficiários do Programa, assim, dependerá das dotações orçamentárias disponíveis, com vistas a cumprir as regras de responsabilidade fiscal”, justificou o Ministério da Cidadania.

O segundo dispositivo vetado estabelecia metas para taxas de pobreza. “Tal medida geraria ônus ao Poder Executivo federal, em desalinhamento à gestão fiscal responsável, consagrada pelo § 1º, do art. 1º, da Lei Complementar nº 101, de 2000, diante das restrições impostas pelo atual cenário fiscal do país.”

Quem recebe o auxílio

Foram mantidas as principais condições para recebimento do benefício previstas no Bolsa Família, como a realização de pré-natal, o cumprimento do calendário nacional de vacinação, o acompanhamento do estado nutricional e a frequência escolar mínima, sem referência ao acompanhamento da saúde.

Segundo o texto, são elegíveis para o pagamento do Auxílio Brasil os beneficiários em situação de pobreza, cuja renda familiar per capita mensal seja de R$ 105,01 a R$ 210, ou com vencimentos mensais iguais ou inferiores a R$ 105.

Os beneficiários precisam estar inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

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