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Política

Bolsonaro rejeita críticas por queimadas: "Querem atingir o agronegócio"

Presidente disse que pressão de outros países sobre o governo têm como objetivo desestabilizar o agronegócio nacional

18/09/2020 11:56, atualizado 18/09/2020 13:15
Alan Santos/PR
Bolsonaro rejeita críticas por queimadas: “Querem atingir o agronegócio”

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) alegou, em visita à cidade de Sinop, em Mato Grosso, na manhã desta sexta-feira (18/9), que incêndios em vegetação ocorrem no Brasil há anos e a pressão sobre o governo brasileiro ocorre porque países estrangeiros “têm interesse em enfraquecer o agronegócio nacional” por serem “concorrentes”.

O chefe do Executivo não especificou se estava se referindo às queimadas na Amazônia ou no Pantanal, pois ambos os biomas sofrem com o problema e já registram mais focos nos primeiros 17 dias de setembro do que no mês inteiro de 2019.

O avião presidencial onde estavam Bolsonaro e a comitiva precisou arremeter na primeira tentativa de pouso no aeroporto municipal Presidente João Figueiredo por problemas de visibilidade provocado pela fumaça das queimadas que atingem o Pantanal.

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Chuvas ajudaram a reduzir os focos de incêndio, que já destruíram cerca de 15% do bioma
Fogo prejudicou a fauna e a flora da região
Cena do fogo no Pantanal brasileiro
Incêndios castigaram o Pantanal em 2020
Fumaça tomou conta do céu da região
Região registrou o maior número de focos de incêndio em 22 anos
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Região registrou o maior número de focos de incêndio em 22 anos

Mayke Toscano/Secom-MT
Chuvas ajudaram a reduzir os focos de incêndio, que já destruíram cerca de 15% do bioma
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Chuvas ajudaram a reduzir os focos de incêndio, que já destruíram cerca de 15% do bioma

Gustavo Basso/NurPhoto via Getty Images
Fogo prejudicou a fauna e a flora da região
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Fogo prejudicou a fauna e a flora da região

Gustavo Basso/NurPhoto via Getty Images
Cena do fogo no Pantanal brasileiro
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Cena do fogo no Pantanal brasileiro

Gustavo Basso/NurPhoto via Getty Images
Incêndios castigaram o Pantanal em 2020
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Incêndios castigaram o Pantanal em 2020

Gustavo Basso/NurPhoto via Getty Images
Fumaça tomou conta do céu da região
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Fumaça tomou conta do céu da região

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Fogo destruiu grande parte da vegetação da região
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Fogo destruiu grande parte da vegetação da região

Gustavo Basso/NurPhoto via Getty Images
Os animais são muito afetados pelo fogo
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Os animais são muito afetados pelo fogo

Gustavo Basso/NurPhoto via Getty Images

“Nós estamos vendo alguns focos de incêndio em todo o Brasil. Isso acontece ao longo de anos, e temos sofrido uma crítica muito grande, porque, obviamente, quanto mais nos atacarem, melhor interessa para os nossos concorrentes para aquilo que nós temos de melhor, que é o nosso agronegócio. Países outros que nos criticam não têm problemas de queimadas, porque já queimaram tudo em seu país”, criticou.

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O presidente também afirmou que o Brasil ocupa a menor área proporcional ao território para a produção agrícola e pecuária. “Nós somos um exemplo para o mundo”, comentou, ao falar sobre a capacidade produtiva brasileira para alimentar 1 bilhão de pessoas.

Bolsonaro também disse já ter gravado seu discurso para a 75ª edição da Assembleia Geral da ONU, da qual participará na próxima terça-feira (22/9). Ele relembrou o discurso feito no ano passado, em que criticou o que chama de “excesso de demarcação de terras indígenas e quilombolas”.

“No ano passado, vale a pena recordar, falamos do agronegócio, falamos da potencialidade de nosso país, e falamos também que era inadmissível o país ter a quantidade que tinha de terras demarcadas para índios e quilombolas. Os índios são nossos irmãos, são nossos parceiros, eles merecem a sua terra, mas dentro de sua razoabilidade. A ONU queria, conforme detectado, que nós passássemos de 14% para 20%. Falei-lhes: não. Nós não podemos sufocar aquilo que nós temos aqui, que tem nos garantido a nossa segurança alimentar e de mais de 1 bi de pessoas no mundo”.