Bolsonaro empossa Onyx na Secretaria-Geral e João Roma na Cidadania

Minirreforma ministerial fez parte de um "xadrez político" em favor de parlamentares que garantiram a eleição das novas meses do Legislativo

atualizado 24/02/2021 19:05

OnyxRafaela Felicciano/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) empossou nesta quarta-feira (24/2) Onyx Lorenzoni (DEM-RS) como ministro-chefe da Secretaria-Geral e João Roma (Republicanos-BA) como ministro da Cidadania. A cerimônia de posse ocorreu nesta tarde, no Palácio do Planalto.

As nomeações dos novos ministros já haviam sido publicadas no Diário Oficial da União em 12 de fevereiro. As mudanças fizeram parte de um xadrez político. Segundo aliados, a minirreforma ministerial foi uma das “moedas de troca” de Bolsonaro em favor de parlamentares do Centrão, que garantiram, no início do mês, a eleição do deputado Arthur Lira (PP-AL) e do senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) para o comando da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, respectivamente.

Com a estratégia, Onyx, que antes comandava o Ministério da Cidadania, cedeu o cargo para João Roma. A nomeação do republicano é creditada na conta do partido, que negociou o ministério com Bolsonaro.

Onyx, por sua vez, assumiu a Secretaria-Geral que estava vaga desde a ida do ex-ministro do governo Jorge Oliveira para o Tribunal de Contas da União (TCU).

Secretaria-Geral

Deputado federal desde 2003, Onyx Lorenzoni é aliado fiel do presidente Bolsonaro desde que eram colegas na Câmara. Em 2018, comandou a transição de governo e iniciou a gestão do presidente como ministro da Casa Civil.

Depois, após descontentamentos de Bolsonaro, foi remanejado para o Ministério da Cidadania que, nesta quarta, foi para João Roma.

Com as novas mudanças, a Secretaria-Geral tem o seu terceiro ministro desde o início do governo Bolsonaro. O primeiro a chefiar a pasta foi Gustavo Bebianno, que deixou o cargo após se envolver em uma polêmica com o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente da República.

Depois, o cargo foi para Jorge Oliveira, que, no ano passado, foi indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU).

A Secretaria-Geral, agora sob o comando de Onyx, é responsável pela Subchefia de Assuntos Jurídicos (SAJ), que analisa a legalidade e a constitucionalidade de todos os atos assinados pelo presidente da República.

Cidadania

João Roma assumiu a pasta responsável pela área social do governo. O ministério gere os programas Bolsa Família e o auxílio emergencial, por exemplo. Este último deve ser restabelecido pelo governo em um novo modelo para auxiliar trabalhadores informais afetados pela pandemia do coronavírus.

Deputado federal em primeiro mandato, João Inácio Ribeiro Roma Neto, de 48 anos, é neto homônimo do político pernambucano conhecido por ter sido deputado federal por três vezes nas décadas de 50 e 60, filiado à Aliança Renovadora Nacional (Arena).

O agora ministro da Cidadania foi assessor do governo de Pernambuco entre 1991 e 1994, durante gestão de Joaquim Francisco (PFL). Entre 1995 e 1998, trabalhou no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) como assessor do Ministério da Administração e Reforma do Estado.

Ainda na administração federal, Roma foi delegado do Ministério da Cultura para o Nordeste entre 1999 e 2002 e chefe do escritório da Agência Nacional do Petróleo (ANP) em Salvador entre 2002 e 2004. Em maio de 2003, tornou-se presidente nacional do PFL Jovem.

Desde o início do primeiro mandato de ACM Neto na prefeitura de Salvador, em 2013, João Roma foi chefe de gabinete do prefeito, de quem se tornou próximo. Ele abandonou a função em 2018, para concorrer ao cargo de deputado federal.

Na Cidadania, Roma também passa a ser o terceiro ministro a comandar a pasta. Antes, nomes como Osmar Terra (MDB-RS) e Onyx Lorenzoni assaram pela cadeira.

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