Bolsonaro e Trump conversam em meio à crise e protestos nos EUA e no Brasil

Telefonema não estava previsto na agenda do presidente do Brasil e durou meia hora. Países registram protestos antirracistas e democráticos

Mark Wilson/Getty Images

atualizado 02/06/2020 13:46

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) telefonou na tarde desta segunda-feira (01/06) para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A ligação, que de acordo com o que consta na agenda de Bolsonaro, durou meia hora, não estava prevista nos compromissos oficiais e foi adicionada apenas na noite desta segunda.

No meio da noite, Bolsonaro tuitou, afirmando que o diálogo havia sido para que ele agradecesse ao colega dos EUA o envio de respiradores e sobre a expansão do G7, grupo dos países ricos, sem nenhuma menção a possível conversa sobre a situação tensa pela qual passam os dois países. Veja:

Pouco depois da conversa entre os dois chefes de Estado, Trump anunciou que vai enviar o Exército para as ruas dos EUA, caso os governadores e prefeitos não ponham fim à violência nos protestos antirracistas que se espalharam pelo país após a morte do ex-segurança negro George Floyd por um policial branco.

“Se os estados ou cidades não tomarem as ações necessárias para proteger a vida e a propriedade de seus moradores, eu vou chamar as Forças Armadas dos EUA para rapidamente resolver o problema por eles”, disse o presidente norte-americano.

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No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro comentou nesta noite o protesto pró-democracia organizado por integrantes de torcidas de futebol no domingo (31/05). Na manifestação, a maioria dos participantes estava vestida de preto e usava máscaras.

O protesto ocorreu na Avenida Paulista, região central de São Paulo, e começou de forma pacífica. Após algumas horas, o ato teve confusão com apoiadores do presidente e, depois, embate com a polícia.

Nesta segunda, na portaria do Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse a apoiadores: “Pior foi em São Paulo que falaram que os de preto estavam defendendo a democracia”. Em seguida, o presidente disse que “o de bom nisso tudo” é que “a imprensa, cada vez mais, tá conhecida por todos aqui no Brasil”.

No protesto de domingo, após os dois grupos, a favor da democracia e o que defendia o presidente, se encontrarem, agentes da Polícia Militar de São Paulo usaram bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes. Algumas pessoas deixaram o local, mas outras revidaram – jogaram pedras nos policiais e colocaram fogo em lixeiras.

Além de São Paulo, foram registrados atos a favor do governo no Rio de Janeiro e em Brasília. Na capital federal, Bolsonaro voltou a participar da manifestação que, entre as faixas feitas pelos simpatizantes do presidente, pediam o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF).

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