Bolsonaro é ironizado em programa de humor da TV americana

Jimmy Fallon ridicularizou o fato de Jair Bolsonaro ter aberto os debates na 76ª Assembleia Geral da ONU sem ter se vacinado

atualizado 23/09/2021 13:31

Presidente Jair Bolsonaro durante a abertura da 74ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 2019Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro virou piada no programa americano The Tonight Show, com o comediante Jimmy Fallon, por ter aberto os debates na 76ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) sem ter se vacinado.

“O primeiro líder a falar esta manhã e discursar sobre a pandemia foi ninguém menos do que o não vacinado presidente do Brasil, Jair Bolsonaro. Sim, é como comparecer a uma conferência sobre perda de peso e ouvir: ‘Por favor, deem as boas vindas ao nosso primeiro orador, coronel Sanders’”, diz o apresentador.

Coronel Sanders é um empresário americano que fundou a rede de frango frito Kentucky Fried Chicken (KFC).

O programa comandado por Fallon é um dos de maior audiência da TV norte-americana. O episódio foi ao ar na terça-feira (21/9), data em que Bolsonaro discursou a líderes mundiais.

Veja o vídeo:

Durante a estadia de Bolsonaro em Nova York, o prefeito da cidade, Bill de Blasio, marcou o presidente Bolsonaro em uma publicação nas redes sociais que informava todos os locais de vacinação contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2) na cidade norte-americana.

O prefeito nova-iorquino também compartilhou reportagem do site The Daily Beast, que relata o fato de que Bolsonaro teve de comer uma pizza em pé, do lado de fora de um restaurante. Como Nova York exige comprovante de imunização contra a Covid-19 em ambientes internos e o presidente declara ainda não ter se vacinado, ele não poderia entrar nos estabelecimentos.

Discurso

No discurso feito na ONU, Bolsonaro afirmou que o Brasil estava “à beira do socialismo” antes de sua eleição e frisou que o país não é a favor da exigência de comprovação de vacinação contra a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. O chamado passaporte de imunização é cobrado por vários municípios brasileiros e países da Europa.

O mandatário brasileiro afirmou que o governo está investindo na imunização, mas que não se pode obrigar a população a receber a proteção contra o vírus.

“Apoiamos a vacinação, contudo o nosso governo tem se posicionado contrário ao passaporte sanitário ou a qualquer obrigação relacionada à vacina”, afirmou. Em contrapartida, o chefe do Executivo nacional disse que “até novembro, quem quiser será vacinado”.

O presidente da República ainda defendeu o tratamento precoce contra a Covid-19, criticado pela comunidade científica internacional. Ele também disse ser favorável à autonomia médica para prescrever drogas que os profissionais julguem eficazes.

Bolsonaro foi o primeiro chefe de Estado a discursar na abertura da Assembleia da ONU, que reúne mais de 100 líderes na sede da organização, em Nova York. Tradicionalmente, cabe ao presidente do Brasil abrir a lista de oradores da conferência.

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