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Política

Bolsonaro e o filho Flávio se reúnem com corregedor do CNJ no Planalto

Compromisso foi informado na agenda oficial do presidente, mas a assessoria do senador não explicou motivo para a sua participação no encontro

31/05/2019 18:14, atualizado 31/05/2019 18:15
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Rafaela Felicciano/Metrópoles
Bolsonaro e o filho Flávio se reúnem com corregedor do CNJ no Planalto

O presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) se reuniram na tarde desta quinta-feira (30/05/2019) com o corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins. O encontro no Palácio do Planalto foi informado na agenda oficial do presidente.

Segundo a assessoria do corregedor, a audiência serviu para a entrega de convite para o Fórum Nacional das Corregedorias (Fonacor), que ocorre nos dias 26 e 27 de junho, em Brasília. Martins integra o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão encarregado de investigar juízes e aplicar sanções contra magistrados.

Procurado na noite desta quinta, o Planalto não respondeu o motivo de Flávio ter acompanhado a agenda do presidente com o corregedor. A assessoria de Flávio também não retornou aos contatos.

A defesa do senador Flávio Bolsonaro tenta suspender na Justiça as quebras de sigilos bancário e fiscal de 86 pessoas e nove empresas investigadas no inquérito que apura supostas irregularidades cometidas no seu gabinete quando ele era deputado na Assembleia Legislativa do Rio, entre 2007 e 2018.

Na semana passada, os advogados do senador protocolaram um habeas corpus no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro pedindo a suspensão da quebra de sigilosdeterminada pelo juiz de primeira instância Flávio Itabaiana, da 26ª Vara Criminal. O pedido foi negado pela Justiça do Rio.

Caso Queiroz
O presidente comentou em entrevista à revista Veja sobre os desdobramentos das investigações envolvendo o ex-assessor de seu filho Flávio, Fabrício Queiroz, que teve movimentações atípicas em sua conta apontadas pelo Coaf.

“Estou chateado porque houve depósitos na conta dele, ninguém sabia disso, e ele tem de explicar isso daí”, disse, em referência à movimentação de R$ 1,2 milhão.

“Pode ter coisa errada? Pode, não estou dizendo que tem”, disse Bolsonaro, que mantinha uma relação de amizade com o ex-assessor do filho. “Mas tem o superdimensionamento porque sou eu, porque é meu filho. Ninguém mais do que eu quer a solução desse caso o mais rápido possível”, declarou.