Bolsonaro diz que determinou homenagem a Adriano da Nóbrega

Presidente falou pela primeira vez sobre morte de suspeito de liderar milícia e responsabilizou a polícia baiana pelo desfecho

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atualizado 15/02/2020 21:57

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse neste sábado (15/02/2020), durante visita ao Rio de Janeiro, que partiu dele a ordem para que seu filho, Flávio, homenageasse o ex-policial militar Adriano da Nóbrega, morto pela polícia na Bahia no início da semana. A homenagem ocorreu em 2003, quando Flávio era deputado estadual pelo Rio.

“Para que não haja dúvida. Eu determinei. Manda pra cima de mim. Meu filho condecorou centenas de policiais militares. Vocês querem me associar a alguém por uma fotografia, uma moção há 15 anos atrás. As pessoas mudam, para o bem ou para o mal. Não estou fazendo juízo de valor. Vamos esperar as investigações”, disse o presidente, que participou da inauguração de uma obra viária. As informações são do jornal O Globo.

Nóbrega é acusado de chefiar uma milícia no Rio de Janeiro e estava foragido. Ele foi morto numa operação das polícias do Rio e da Bahia no último domingo, no interior do estado nordestino.

Para Bolsonaro, é a polícia baiana deve responder às acusações de queima de arquivo que vem sendo feitas desde a ocorrência. “Quem é responsável pela morte do capitão Adriano? A PM da Bahia, do PT. Precisa falar mais alguma coisa?”, disse.

O presidente disse ainda que não há nada provado contra o suspeito. “Ele foi condenado em primeira instância e absolvida em segunda. Não tem nenhuma sentença transitada em julgado condenando o capitão Adriano por nada. Sem querer defendê-lo. Desconheço a vida pregressa dele. Naquele ano [o da homenagem], era herói da Polícia Militar”, concluiu.

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