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Política

Bolsonaro defende escolas cívico-militares após PT ventilar fim

Núcleo que aconselha a campanha de Lula no campo da educação apregoa o fim do projeto. Da Rússia, Bolsonaro elogiou o trabalho das escolas

15/02/2022 13:07
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Michael Melo/Metrópoles
Fotografia colorida do presidente bolsonaro militar exercito plano de guerra militares

Dias após o Metrópoles noticiar que o grupo que aconselha a campanha de Lula (PT) na educação quer acabar com o projeto das escolas cívico-militares, o presidente Jair Bolsonaro (PL) saiu em defesa do projeto.

Pelo Twitter, Bolsonaro escreveu que escolas cívico-militares são “ambiente preocupado” com a formação dos alunos. “Seguimos avançando mesmo que tentem impedir”, completou, sem citar o PT diretamente.

A postagem de Bolsonaro foi feita horas após o mandatário brasileiro desembarcar em Moscou, na Rússia. Ele tem encontro agendado com o presidente russo, Vladimir Putin, na quarta-feira (16/2).

Para a deputada estadual de Pernambuco Teresa Leitão, responsável pela área de educação no PT, o projeto das escolas cívico-militares fracassou. “O PT é contra esse projeto e com certeza não vai bancá-lo. Quem quer botar um filho ou filha em escola militar pode fazer isso com os colégios militares. O espaço físico das escolas públicas não pode ser ocupado por autoridades militares”, opinou.

Lula se reuniu no último dia 8 com integrantes do núcleo de educação da Fundação Perseu Abramo, ligada à sigla. Os núcleos temáticos da fundação apresentarão propostas concretas ao plano de governo de Lula em abril.

Lançado em 2019, o projeto das escolas cívico-militares chegou a 216 escolas em 25 estados. Ao ser transformada em uma unidade cívico-militar, a escola pública passa a empregar integrantes da Polícia Militar ou das Forças Armadas. As despesas são custeadas pelo governo federal.