Bolsonaro critica margem de lucro da Petrobras: “Está gorda e obesa”

Presidente demonstrou insatisfação com a gestão da estatal vinculada ao órgão federal de Minas e Energia e, no mesmo dia, exonerou ministro

atualizado 12/05/2022 10:32

Jair BolsonaroHugo Barreto/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a criticar a política de preços da Petrobras nessa quarta-feira (11/5). Para o chefe do Executivo, a estatal deveria abaixar a margem de lucro de seus acionistas, “pensando no Brasil”. A fala foi feita no mesmo dia em que o então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, foi exonerado.

“A Petrobras está gordíssima, tá obesa! Seu conselho e seus diretores poderiam, sim, reduzir a margem de lucro. A margem de lucro deles é na casa de 30%, já as outras petroleiras estão no máximo em 15%. Petrobras, você é Brasil! Ou quem tá aí dentro não pensa no seu país? O povo tá sofrendo bastante com o preço do combustível”, disse o mandatário em entrevista ao Balanço Geral de Maringá (PR).

Ao dizer que “lamenta o que está acontecendo”, Bolsonaro ainda pediu que os dirigentes da estatal agissem com patriotismo. “Eu espero que o patriotismo se faça valer nesse momento. O que está em jogo é o Brasil“, argumentou.

O presidente foi enfático, durante sua live semanal da última quinta-feira (5/5), ao demonstrar sua insatisfação com a política de preços da empresa pública.

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Durante a transmissão ao vivo nas redes sociais, o chefe do Executivo disse que é um “crime” e um “estupro” a empresa ter um lucro “abusivo” em períodos de crise. “Faço um apelo: Petrobras, não quebre o Brasil”, disse Bolsonaro, aos gritos.

Exoneração de Bento Albuquerque

Depois da contínua escalada no preço dos combustíveis, o mandatário resolveu, na quarta-feira (11/5), exonerar o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. No decreto publicado no Diário Oficial da União, o mandatário da República substituiu o almirante pelo ex-chefe da Assessoria Especial de Estudos Econômicos do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida.

A troca ocorreu em meio às fortes críticas que Bolsonaro vem fazendo aos reajustes dos preços dos combustíveis pela Petrobras.

No Twitter, Sachsida afirmou que este é um dos seus maiores desafios profissionais. “Com muito trabalho e dedicação, espero estar à altura desse que é o maior desafio profissional de minha carreira. Com a graça de Deus, vamos ajudar o Brasil”, escreveu.

No post, o novo ministro também agradeceu ao presidente Jair Bolsonaro pela confiança, a Guedes pelo apoio, e ao ex-ministro Bento Albuquerque “pelo trabalho em prol do país”.

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