Bebianno: ministro repassou recursos a candidaturas de laranjas

O ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência informou que, quando for solicitado, vai apresentar a documentação

Reprodução / Facebook

atualizado 06/05/2019 8:47

O ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência Gustavo Bebianno afirmou à Folha de S.Paulo que o repasse de recursos às candidaturas apontadas como laranjas era de responsabilidade do diretório do PSL em Minas, então comandado pelo ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. Ele informou que, quando for solicitado, vai apresentar a documentação que aponta o pedido de verba pelo comando regional.

Bebianno garantiu não ter qualquer contato com as candidatas investigadas pela Polícia Federal. Ao menos quatro mulheres são apontadas por serem usadas como laranjas, com o objetivo de desviar recursos do fundo eleitoral.

De acordo com o depoimento delas, elas teriam sido convidadas para se candidatar a uma vaga no último pleito, mas parte do dinheiro do Fundo Eleitoral recebido deveria ser devolvido ao diretório do PSL em Minas. Uma delas disse ter tido um encontro direto com o ministro, que a convidou a participar do esquema.

Assim como em Minas Gerais, Bebianno informou que repassou o dinheiro para campanha a outras 26 unidades da Federação, como foi solicitado por meio de formulário.

Entenda o caso
A Polícia Federal investiga um esquema de desvio de recursos de campanha dentro do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Na semana passada, investigadores fizeram buscas em quatro endereços de gráficas apontadas pelas candidatas como prestadoras de serviço. A PF, no entanto, não encontrou qualquer indício de trabalho feito pelas empresas, o que levantou as suspeitas de que as candidatas mentiram na prestação de contas.

Até o momento, o ministro Álvaro Antônio tem negado as acusações de que participou do esquema. Segundo ele, os recursos foram destinados às candidatas investigadas por serem do Vale do Aço de Minas, em oposição à força da esquerda na área.

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