Após DEM sair do bloco do Centrão, Maia elogia Lira: “Líder mais forte”

Com a desidratação do grupo, o presidente da Câmara minimizou que a intenção tenha sido para "enfraquecer" o líder do PP, Arthur Lira (AL)

atualizado 29/07/2020 12:44

rodrigo-maia-coletiva-câmara-dos-deputados-11Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), voltou a minimizar, nesta quarta-feira (29/7), o desembarque do DEM e do MDB no bloco do Centrão. O parlamentar afirmou que a saída do grupo foi algo “natural” sem a intenção de enfraquecer o líder do PP, Arthur Lira (AL), candidato que conta com apoio do governo à presidência da Casa no ano que vem.

“Não tem nada disso, não tem ninguém aqui trabalhando [para enfraquecer Lira]”, disse. “Nenhuma tentativa de enfraquecer a liderança do líder Arthur Lira, de desqualificar o trabalho dele. Muito pelo contrário, é o líder que tem individualmente mais força, tem um partido unido, o qual ele lidera com muita força”, completou Maia em entrevista ao Programa do Datena nesta quarta.

Para o deputado, a narrativa envolvendo a sucessão dele foi “equivocada”. “Acho que é uma semana com pauta mais light, e acho que está se criando uma narrativa. Os dois [partidos] saíram pela questão natural desse processo”, justificou.

Maia disse ainda que os líderes Baleia Rossi (MDB-SP) e Efraim Filho (DEM-PB) têm”admiração e respeito” pela liderança de Lira na Câmara. Após a saída das siglas, o líder do PP usou o Twitter para dizer que “não existia” o “bloco do Arthur Lira”.

“O bloco foi formado para votar o orçamento e é natural que se desfaça. Ele deveria ter sido desfeito em março, o que não aconteceu por conta da pandemia”, escreveu. Agora, em vez de ter 221 parlamentares, o bloco do Centrão terá 158.

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