Após decreto da União, 13,7 mil cargos em universidades são cortados

Nesta semana, presidente assinou uma medida que extingue 21 mil funções comissionadas. Segundo sindicato, área da Educação será prejudicada

Rafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 21/03/2019 12:48

Após o decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), que extingue 21 mil cargos, funções comissionadas e gratificações do serviço público, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) fez um levantamento em que aponta que ao menos 13,7 mil profissionais atingidos pela medida são ligados a instituições federais de ensino, principalmente às universidades.

De acordo com o cálculo do sindicato, ficam extintos imediatamente 119 cargos de direção, 460 funções gratificadas e 1.870 funções comissionadas destinados a instituições federais de ensino. Todos eles são postos que já estavam vagos.

Ainda segundo o levantamento, a partir de agosto deste ano, serão cortados mais 11.261 funções comissionadas. Em todos os casos, são postos que garantem um valor extra nos ganhos do servidor por desempenhar uma atividade de coordenação ou direção, por exemplo.

O decreto determinou a extinção de todas as funções gratificadas de universidades federais criadas em 2018, como desmembramento de outras mais antigas. A medida atinge as universidades federais de Catalão (GO), Jataí (GO), Rondonópolis (MT), Delta do Parnaíba (PI) e Agreste de Pernambuco (PE).

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