Após debandada, Bolsonaro reforça teto: “Queremos responsabilidade fiscal”

Ao lado dos presidentes da Câmara e do Senado, Bolsonaro disse que o Brasil tem condições de reagir com firmeza à crise

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Presidente e autoridades brasil fazem coletiva no alvorada para falar de economia do Brasil
1 de 1 Presidente e autoridades brasil fazem coletiva no alvorada para falar de economia do Brasil - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

Após a debandada de secretários do Ministério da Economia, ocorrida na terça-feira (11/8), o presidente Jair Bolsonaro convocou os presidentes da Câmara e do Senado para reforçar o compromisso do governo com a manutenção do teto de gastos.

Ao lado de Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, e Davi Alcolumbre (DEM-AP), do Senado, e do ministro Paulo Guedes (Economia), o presidente pregou “responsabilidade fiscal”.

“Nós queremos o progresso, o desenvolvimento e o bem-estar do nosso povo. Nós respeitamos o teto dos gastos, queremos a responsabilidade fiscal e o Brasil tem como realmente ser um daqueles países que melhor reagirá à questão da crise [do coronavírus]”, disse.

Logo após a fala de Bolsonaro, Rodrigo Maia pregou, igualmente, a continuidade da agenda de reformas. Ele citou, como exemplos, a reforma administrativa e a tributária.

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Bolsonaro e Rodrigo Maia no Palácio da Alvorada
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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido)
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Paulo Guedes se reuniu com Bolsonaro ontem, mas não falou em pronunciamento
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“Todos nós reafirmamos o nosso compromisso com o teto de gastos, com a boa qualidade do gasto público. Então reafirmar esse tema é reafirmar o nosso compromisso com o futuro do nosso país”, disse Maia. “Junto com isso, claro, outras reformas, como a tributária que a gente vem discutindo e trabalhando em conjunto com o governo e com o Senado”, prosseguiu.

“A agenda e a reunião propostas pelo Poder Executivo, na figura do presidente e do ministro Paulo Guedes, com o presidente da Câmara e o presidente do Senado, é para nivelar as informações dessa agenda de responsabilidade fiscal”, concluiu Alcolumbre.

Presente no evento, Paulo Guedes não se pronunciou. Na terça-feira, ele disse que as tentativas de furar o teto de gastos seriam o caminho para levar ao impeachment de Jair Bolsonaro.

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Michelle Bolsonaro e o mandatário do país
Bolsonaro diz que Guedes fica e que o governo não vai furar o teto de gastos
Bolsonaro diz que Guedes fica e que o governo não vai furar o teto de gastos
“Não vou tomar a vacina e ponto final. Se alguém acha que a minha vida está em risco, o problema é meu e ponto final”, essa fala veio do presidente Jair Bolsonaro
Bolsonaro diz que Guedes fica e que o governo não vai furar o teto de gastos
Damares, a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e o presidente Jair Bolsonaro em cerimônia no Planalto
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“Não vou tomar a vacina e ponto final. Se alguém acha que a minha vida está em risco, o problema é meu e ponto final”, essa fala veio do presidente Jair Bolsonaro

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Debandada 

O pilar liberal do governo Jair Bolsonaro sofreu um forte golpe nessa terça-feira (11/8) com os pedidos de demissão dos até então secretários de Desestatização e Privatização, Salim Mattar, e de Desburocratização, Paulo Uebel. Em entrevista logo após a divulgação da notícia, o ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu que os ex-auxiliares estavam insatisfeitos com a paralisação nas reformas liberais prometidas quando eles aceitaram os cargos.

“Salim hoje me disse o seguinte: ‘privatização não está andando, eu prefiro sair’. E o Uebel me disse: ‘a Reforma Administrativa não está sendo enviada’. Eu prefiro sair. Esse é o fato, a verdade, eu não escondo: hoje houve uma debandada”, disse Guedes na portaria de seu ministério, ao lado do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), com quem se reuniu.

“Hoje tivemos conversa a respeito [dos rumos da política econômica]. O fato de o secretário Uebel pedir demissão mostra que é um jovem que, olhando para o que está acontecendo, não gostou. Mas quem comanda o timing [tempo, em inglês] das reformas são os políticos. Se o presidente [da República] acha que pode atrapalhar [o cenário político], vai retardar”, disse o ministro da Economia.

“Se não gostou, vire político, seja eleito presidente da República e venha aqui fazer a reforma que quiser”, provocou Paulo Guedes, mostrando que não digeriu, ainda, a última conversa com os agora ex-assessores.

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