AGU pede suspensão de decisão que afastou presidente da Apex
Advocacia-Geral da União (AGU) tenta derrubar a decisão de juíza federal que anulou a posse do presidente da Apex, Jorge Viana

A Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou, na noite de quarta-feira (24/05), no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), pedido de suspensão da decisão que anulou a posse do petista Jorge Viana na presidência da Apex, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos.
A decisão liminar, como informou o colunista Paulo Capelli, é assinada pela juíza federal de Brasília Diana Wanderlei e atende a uma ação protocolada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na decisão, a magistrada justifica ter anulado a posse de Jorge Viana em razão de o petista não ter comprovado que sabe falar inglês fluente, um dos requisitos para ocupar o cargo.
Sem saber inglês, Jorge Viana muda regra da Apex para ficar no cargo
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO órgão chefiado pelo ministro Jorge Messias considera que Jorge Viana preenchia os requisitos para ocupar o cargo, uma vez que o estatuto da Apex estabelecia, além da fluência em inglês comprovada por certificado de proficiência, outras duas possibilidades de comprovação de aptidão para o posto:
- Experiência internacional por período mínimo de um ano; ou
- Experiência profissional no Brasil, de no mínimo dois anos, que tenha exigido conhecimento e utilização do idioma.
“A segunda hipótese é justamente a preenchida por Jorge Viana, que durante mais de sete anos integrou a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado Federal e que, ao longo do mandato, participou de 29 missões no exterior, incluindo inúmeras participações como representante do Parlamento brasileiro em conferências das Nações Unidas”, diz a AGU.
“Risco para o país”
A Advocacia-Geral também alerta que a decisão que afastou Viana do cargo “coloca em risco o planejamento estratégico, a representação institucional e a gestão do fomento às exportações brasileiras”.
“A decisão judicial possui, assim, efeitos sistêmicos nefastos que culminam no comprometimento da implementação de políticas públicas que beneficiariam toda a sociedade, visto envolver área estratégica ao desenvolvimento do país”, ressalta a AGU em trecho do pedido.



