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Política

Aécio Neves e PSL brigam para chefiar Comissão de Relações Exteriores

Ex-partido do presidente Jair Bolsonaro quer o colegiado para atuar alinhado ao Ministério das Relações Exteriores

Marcelo Montanini04/03/2021 17:19
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Daniel Ferreira/Metrópoles
Aécio Neves e PSL brigam para chefiar Comissão de Relações Exteriores

A reunião do colégio de líderes da Câmara dos Deputados desta quinta-feira (4/3) terminou sem definição quanto ao comando da Comissão de Relações Exteriores. A indicação do deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) para presidir o colegiado gerou insatisfação na bancada do PSL, que contava com a comissão.

O PSL comandou a comissão com o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) em 2019 e queria indicar o deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP) para este ano. O tucano, porém, articulou a indicação diretamente com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Ao chegar para a reunião, Lira disse que o único compromisso que ele havia assumido com o PSL era em relação à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que deve ficar com Bia Kicis (PSL-DF), e pediu desculpas ao partido, “se não entendeu isso”.

“[Não houve] Imbróglio nenhum. Só não houve acordo nas pedidas, demos um tempo a mais para que os líderes se entendam. Se não se entenderem, será feito na ordem de prioridade e proporcionalidade, sem estresse”, afirmou Lira, ao fim da reunião.

A comissão é importante para o partido, que gostaria de fazê-la atuar alinhada ao Ministério das Relações Exteriores do governo Jair Bolsonaro. A pasta é relevante para a ala ideológica do governo.

“Não teve acordo, existe alguma divergência, principalmente com a Comissão Relações Exteriores, e estão esperando aí um ajuste que contemple a todos os envolvidos”, disse o líder do DEM na Câmara, Efraim Filho (PB).

Bia Kicis na CCJ

O presidente da Câmara afirmou que “não há óbice” em relação à indicação da deputada bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF) à CCJ. O líder do DEM na Câmara confirmou que a indicação da bolsonarista não é ponto de polêmica entre os líderes.

“A CCJ não foi ponto de polêmica, me parece que é a primeira pedida: é regimental, pertence ao PSL, e a orientação do PSL acabará sendo seguida pelos demais partidos”, disse Efraim Filho, após a reunião.

Os líderes partidários se reunirão, novamente, na próxima terça-feira (9/3), para definir as indicações das comissões.