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Enquanto o governo brasileiro anuncia medidas de contenção de despesas e a população arca com sucessivos aumentos de combustíveis e gás de cozinha – sendo obrigada a apertar o cinto e poupar cada centavo em um momento de crise econômica –, os gastos do Senado Federal com contratação de agências de viagem, empresas de segurança e de aluguel de carros aumentarão R$ 5,3 milhões em relação ao total aplicado nos mesmos serviços em 2017.

Apenas os três itens consumirão exatos R$ 36.477.652,07 do Orçamento 2018 da Casa. O valor já está empenhado – ou seja, reservado para o pagamento dos serviços – e faz parte das despesas contratuais firmadas com cinco empresas distintas. Ano passado, as mesmas firmas receberam R$ 31.175.806,30.

Em 2018, os contratos fechados com cada uma das empresas de segurança, de viagem e locação de veículos estão entre os 10 principais gastos já empenhados pela Casa. Isto é: os valores pesam no Orçamento 2018 do Senado tanto quanto serviços essenciais como energia elétrica, água, telefonia, banco e informática.

Para contar com seguranças durante este ano, a Casa legislativa contratou a Ágil Empresa de Vigilância ao custo de R$ 18.975.725,28. Além disso, mais R$ 8.394.839,28 deverão ser desembolsados até dezembro, para quitar a dívida com a City Service Segurança, que disponibilizará brigadistas ao Senado.

Juntas, as duas firmas custarão mais de R$ 27 milhões. Sozinha, a Ágil representa a segunda despesa contratual mais alta do ano, perdendo apenas para a Caixa Econômica Federal. A City Segurança é a quarta, atrás do que a Casa terá de pagar à Companhia Energética de Brasília (CEB).

De lá para cá
Outras despesas contratuais que chamam atenção são com locadoras de veículos. Para ceder ao Senado Federal carros de pequeno porte, a Quality Aluguel receberá R$ 3.351.669 no decorrer de 2018. Já à Ribal Locadora de Veículos serão repassados R$ 2.549.763 – a empresa colocará modelos pesados a serviço da chamada Câmara Alta do parlamento brasileiro. Juntas, as duas companhias abocanharão R$ 5.901.432 dos cofres públicos.

Os valores são maiores do que os gastos com locação veicular registrados pelo Senado em 2017. Quality e Ribal receberam R$ 2.172.778,17, ou seja, R$ 3,7 milhões abaixo do montante previsto para ser transferido até o fim de dezembro.

Neste ano eleitoral, no qual os políticos intensificam as visitas a suas bases, a Agência Aerotur levará milhões para organizar viagens nacionais e internacionais, além de disponibilizar seguro para a locomoção dos servidores do Senado. Serão exatos R$ 3.205.655,51 para a companhia. Em 2017, a mesma empresa recebeu R$ 1,23 milhão a menos para prestar o mesmo serviço.

As despesas com seguranças e brigadistas, por sua vez, são as com menor diferença: neste ano, as contratadas ficaram com “apenas” R$ R$ 338 mil a mais do que receberam em 2017.

O Metrópoles questionou o Senado Federal sobre o aumento de valores a serem pagos pela maioria dos serviços contratados. Até a publicação desta matéria, a assessoria de imprensa da Casa não havia respondido as perguntas. Tão logo sejam prestados os esclarecimentos, a reportagem será atualizada.

 

 

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