Segundo dia do Brics tem encontro entre chefes de países do bloco

Após reuniões, haverá um diálogo com empresários e representantes do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB)

Andre Borges/Esp. MetrópolesAndre Borges/Esp. Metrópoles

atualizado 14/11/2019 10:20

No segundo dia da 11ª Cúpula do Brics, líderes políticos de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul se reúnem no Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores, nesta quinta-feira (14/11/2019), desenhada por Oscar Niemeyer.

Além do presidente Jair Bolsonaro (PSL), estão na capital, os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, da China, Xi Jinping, e da África do Sul, Cyril Ramaphosa, e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.

Os cinco chefes de Estado terão duas reuniões — uma fechada e outra que será transmitida. Após as reuniões, haverá um diálogo com empresários e com o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como “Banco do Brics”.

Em 2010, será a vez de o Brasil presidir a instituição, criada em 2014 com US$ 50 bilhões de capital previsto e objetivo de financiar projetos de infraestrutura nos cinco países. De acordo com o Itamaraty, a representação do NDB no Brasil, com sede em São Paulo e escritório em Brasília, deve ser inaugurada durante a cúpula. Ao fim do encontro, os países emitirão uma carta conjunta, a ser denominada “Declaração de Brasília”.

Na parte da manhã, os mandatários posarão para a tradicional “foto de família”, que registra de forma oficial todos os participantes da cúpula

Nessa quarta-feira (13/11/2019), Bolsonaro se reuniu com o presidente chinês. Na ocasião, foram assinados nove tratados entre os dois países, em diferentes áreas. Mas o destaque do primeiro dia do Brics foi a conversa entre Brasil e China para a possibilidade de se estabelecer uma área de livre-comércio, anunciada pelo ministro da EconomiaPaulo Guedes.

Bilaterais
Na parte da tarde, ocorrerão duas reuniões bilaterais no Palácio do Planalto. A primeira será com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Os dois têm posicionamentos diferentes em relação ao tratamento dado ao governo de Nicolás Maduro, na Venezuela, e em relação à crise na Bolívia, que culminou na renúncia de Evo Morales, em meio à onda de violência.

Putin apoia Maduro, atacado sempre por Bolsonaro, dentro de um alinhamento incondicional do presidente norte-americano, Donald Trump. Em relação à Bolívia, o presidente russo avisou que tocará no assunto com o presidente brasileiro. Putin considerou a renúncia resultante de um golpe e o brasileiro reconheceu a legitimidade da autoproclamada presidente da Bolívia, Jeanine Áñez.

Bolsonaro também receberá no Planalto o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa. No primeiro dia de evento, nessa quarta-feira (13/11/2019), o brasileiro recebeu em reuniões bilaterais o mandatário chinês, Xi Jinping, e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. Ao fim, Bolsonaro disse que o país asiático “cada vez mais faz parte do futuro do Brasil”.

 

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