O general Floriano Peixoto vai ocupar o cargo de secretário-geral da Presidência da República após a exoneração de Gustavo Bebianno do cargo. É o oitavo militar a compor a gestão do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

A confirmação da saída de Bebianno da gestão Bolsonaro foi feita pelo porta-voz do Palácio do Planalto, Otávio Rêgo Barros, no fim da tarde desta segunda-feira (18/2). “O senhor presidente da República agradece sua dedicação à frente da pasta e deseja sucesso na nova caminhada”, disse o porta-voz à imprensa.

Segundo Rêgo Barros, o motivo da demissão e da demora do anúncio é de “foro íntimo” do presidente e que ele “desconhece” se Bebianno terá nova atribuição no governo federal. De acordo com o porta-voz, nomeação e exoneração de seus colaboradores “são de responsabilidade do nosso presidente e não cabe avançar em qualquer suposição sobre isso”.

Desde o início do governo Bolsonaro, o general estava como secretário-executivo da Secretaria Geral da Presidência: era o número dois de Bebianno. Ele participou da equipe de transição e chegou a ser cotado para assumir a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, área que cuida dos contratos de publicidade do governo federal. A indicação, contudo, gerou preocupação entre a equipe presidencial e acabou levando Bolsonaro a recuar da decisão de colocá-lo na Secom, órgão subordinado à Secretaria-Geral.

Trajetória
O general consolidou sua carreira circulando em diversas organizações operacionais do Exército. Iniciou sua trajetória militar em 1973, na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), graduando-se na Arma de Infantaria, em 1976.

Peixoto cursou a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais e graduou-se na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, onde também frequentou o curso Política, Estratégia e Alta Administração do Exército. Em 2004, foi comandante da missão do Brasil no Haiti (foto abaixo). Em março de 2014, passou para a reserva do Exército.

Exército/Divulgação