Sabatinas com vice-presidenciáveis continuam neste domingo (30/9)

Da segunda rodada de entrevistas do Metrópoles, vão participar Manuela D'Ávila (PCdoB), Kátia Abreu (PDT) e Christian Lohbauer (Novo)

Kacio Pacheco/MetrópolesKacio Pacheco/Metrópoles

atualizado 02/10/2018 14:30

Neste domingo (30/9), o Metrópoles dá continuidade à série de entrevistas com os candidatos a vice-presidente da República nas eleições de 2018. A iniciativa é realizada em parceria com a Articulação de Carreiras Públicas para o Desenvolvimento Sustentável (Arca), entidade que reúne 12 instituições representativas dos servidores de carreiras da administração direta e indireta.

O objetivo da série de entrevistas – assim como todas as iniciativas do Metrópoles nestas eleições – é fornecer aos brasileiros o máximo de informações que contribuam na hora de decidir o voto no pleito de outubro; desta vez, dando voz às mulheres e aos homens que comandarão o país ao lado do próximo presidente da República.

O projeto começou na quarta-feira (26), quando foram ouvidos Germano Rigoto, vice de Henrique Meirelles (MDB); Sônia Guajajara, vice de Guilherme Boulos (PSol); Ana Amélia, vice de Geraldo Alckmin (PSDB); e Eduardo Jorge, vice na chapa de Marina Silva (Rede).

Na segunda rodada de entrevistas, será a vez de Manuela D’Ávila (PCdoB), vice de Fernando Haddad (PT); Kátia Abreu, vice de Ciro Gomes (ambos do PDT); e Christian Lohbauer, o professor Christian, parceiro de chapa de João Amôedo (ambos do Novo).

Devido a compromissos de campanha agendados, a conversa com Manuela D’Ávila foi gravada previamente e será exibida no domingo, a partir das 12h. A participação de Christian acontecerá nesta terça-feira (2/10), com transmissão ao vivo a partir das 9h. Em seguida, será transmitida a entrevista gravada com a senadora Kátia Abreu.

As entrevistas podem ser acompanhadas tanto pelo site quanto pelas redes sociais do MetrópolesFacebookTwitter e YouTube.


Confira os perfis dos próximos entrevistados:

Domingo (30/9)
Manuela D’Ávila, vice de Fernando Haddad (PT) – 12h

Kacio Pacheco/Metrópoles

Natural de Porto Alegre (RS), Manuela D’Ávila tem 37 anos e, desde os 20, é filiada ao PCdoB. Sua vida política teve início na década de 90, no movimento estudantil. Dirigiu a União da Juventude Socialista (UJS), organização ligada ao partido, e foi vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). É filha de desembargadora e de engenheiro e professor universitário. Formada em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). Começou ciências sociais na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mas não concluiu o curso.

Em 2004, aos 23 anos, foi eleita vereadora de Porto Alegre. Dois anos depois, foi a deputada federal mais votada no Rio Grande do Sul. Em 2010, reelegeu-se para o cargo. Em 2014, tornou-se deputada estadual, também com recorde de votos.

Terça-feira (2/10)
Christian Lohbauer, vice de João Amôedo (Novo) – 9h

Kacio Pacheco/MetrópolesProfessor Christian, como o candidato se apresenta, é bacharel em comunicação social pela Escola Superior de Propaganda e Marketing; mestre e doutor em ciência política pela Universidade de São Paulo (USP). Além da vida acadêmica, fez carreira no mundo empresarial. Foi vice-presidente de Assuntos Corporativos da Bayer no Brasil, presidente-executivo da CitrusBR e secretário de Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo na gestão do tucano José Serra.

Atua como professor convidado na Fundação Dom Cabral e é membro das diretorias da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos (Abpa), Conselho Empresarial da América Latina (Ceal) e do Instituto de Relações Internacionais da USP. Foi gerente de Relações Internacionais da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), entre 2002 e 2005. 

Assim como o cabeça de sua chapa, João Amôedo, Christian é estreante em disputas políticas. Posiciona-se contra o fundo partidário. É a favor da volta do financiamento privado de campanhas (mas com limites estabelecidos e critérios transparentes), da fidelidade partidária no mandato e do sistema eleitoral distrital misto. Em debate dos assessores econômicos dos presidenciáveis, realizado na Universidade de Brasília (UnB), destacou que a redução do custo do capital virá com o incentivo ao investimento. Para aumentar a produtividade, defende “agregar valor adicionado à hora do trabalhador” com melhora da educação e do treinamento, bem como tornar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) opcional ao empregado.

Terça-feira (2/10)
Kátia Abreu, vice de Ciro Gomes (PDT) – 10h

Kacio Pacheco/Metrópoles

Psicóloga de formação e empresária agropecuarista, Kátia Abreu é senadora pelo PDT de Tocantins e tem 56 anos. Foi ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento durante o segundo governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Ferrenha defensora da inocência da petista, lutou contra o impeachment da ex-chefe do Executivo nacional.

O PDT é seu sexto partido. Antes, passou pelo PPB, PFL, DEM, PSD e MDB, do qual foi expulsa após críticas ao presidente Michel Temer e ao então presidente nacional da sigla, senador Romero Jucá. Concorreu, sem sucesso, ao governo do Tocantins em uma eleição suplementar em junho de 2018.

Diferentes projetos
Integram a Arca, parceira do Metrópoles nesta iniciativa, o Sindicato dos Trabalhadores da Fiocruz (Asfoc-SN) e as associações dos Funcionários do BNDES (Afbndes); dos Funcionários do Ipea (Afipea); Latino-Americana de Juízes do Trabalho (Aljt); Nacional da Carreira de Desenvolvimento de Políticas Sociais (Andeps); Nacional dos Servidores Ambientais (Ascema); dos Servidores do CNPq (Ascon); Nacional dos Servidores do MCTIC (Asct); dos Servidores do Ministério da Cultura (AsMinc); Nacional dos Servidores da Carreira de Planejamento e Orçamento (Assecor); Indigenistas Associados (INA) e Nacional dos Auditores e Técnicos Federais de Finanças e Controle (Unacon).

Após a primeira rodada de sabatinas dos vices-presidenciáveis, o presidente da Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Planejamento e Orçamento (Assecor), Leandro Couto, avaliou que as entrevistas serviram para que, em vez dos ataques típicos de uma disputa eleitoral, fosse possível discutir conteúdos importantíssimos para a estruturação de políticas públicas.

“Houve uma discussão de conteúdo e, com isso, foi possível identificar a diferença entre os projetos que estão nos colocando neste processo eleitoral. Espero que as próximas entrevistas cumpram este mesmo propósito”, elogiou.

Para Roberto Muniz, presidente da Associação dos Servidores do CNPq (Ascon), as entrevistas já realizadas deram ao eleitor a chance de conhecer o posicionamento de cada uma das candidaturas no que diz respeito ao financiamento de um modelo de desenvolvimento sustentável proposto pelos servidores que estão em contato, no dia a dia, com a elaboração e execução dessas políticas.

Secretário executivo da Associação dos Funcionários do Ipea (Afipea), Roberto Henrique Gonzales também ressaltou o caráter esclarecedor das sabatinas. “Ficou muito clara a diferença entre as propostas para o desenvolvimento sustentável e sobre o papel do Estado”, frisou.

 Veja as sabatinas já realizadas:





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