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Candidata a vice tanto para os “planos A ou B” do PT, a ex-deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) concedeu entrevista nesta terça-feira (7/8) ao lado do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT). Foi o primeiro evento público da chapa construída no último final de semana entre os dois partidos. Ela disse que não há contradição em ter se lançado candidata como cabeça de chapa, por sua legenda e, agora, fazer parte do plano petista como coadjuvante.

Manuela ressaltou que desde o início, sua candidatura se colocou como emissária de uma mensagem de união das legendas do campo de esquerda. “Nós sempre defendemos a ideia de que era necessário construir uma saída conjunta e unitária para as candidaturas do campo progressista. Não foi nem uma, nem duas. Foram várias as vezes que eu fui porta-voz desta opinião e que eu não seria óbice para esta unidade”, explicou.

A ex-parlamentar ainda rechaçou o que chamou de “tratamento machista” quando foi questionada sobre aceitar o papel de segundo lugar na chapa. “Na lógica dos machistas, uma mulher como eu, presidida por uma outra mulher, que é a Luciana Santos (presidente do PCdoB), não pode se reunir com alguns partidos e me indicar como candidata a vice.”

Manuela comparou com o fato de as mesmas críticas não terem sido feitas à chapa tucana, que escolheu a senadora Ana Amélia (PP-RS) como vice do ex-governador Geraldo Alckmin.

“Nada melhor que os fatos para desmentir as fake news conservadoras. Quando alguém do meu próprio estado foi indicado a vice do Alckmin, foi motivo de festa ter uma mulher na chapa, mesmo ele estando em um lugar bem abaixo nas pesquisas. Aí, quando uma mulher é indicada a vice na chapa do primeiro colocado nas pesquisas, dizem que isso é machismo. Na verdade, isso é machismo deles, evidenciando o não respeito às minha decisões”, observou.

A candidata ainda brincou com seu companheiro de chapa: “Eu estou feliz porque no meu próximo ciclo de vida, vou morar no Palácio do Jaburu, ou seja, sou eu quem vai tirar o Temer do Jaburu sou eu”, disse a candidata a vice. O PT registrará o nome de Lula para a disputa presidencial no dia 15 de agosto. No entanto, caso Lula seja barrado devido sua condenação em segunda instância, o Plano B é ter Haddad como cabeça de chapa.