Previdência: Maia busca incluir estados e municípios em relatório

Presidente da Câmara vai conversar com governadores nesta semana para tentar chegar a um acordo antes do voto complementar do relator

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência BrasilFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

atualizado 25/06/2019 16:32

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta terça-feira (25/06/2019) que continua a buscar um acordo com governadores para incluir estados e municípios na reforma da Previdência ainda na comissão especial. Se agregá-los, conta Maia, haverá mais “conforto” para conseguir aprovar o projeto no plenário da Casa.

De acordo com o deputado fluminense, o governo já tem os 308 votos necessários para conseguir encaminhar a matéria ao Senado para apreciação. Entretanto, com as unidades federativas na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/2019, que trata das mudanças na aposentadoria, ele prevê que a conta aumentaria para até 350 votos. “Perderia 15% daqueles que são contrários, mas encaminharia para 340, 350”, acrescentou.

Maia vai se encontrar com alguns governadores entre hoje e esta quarta-feira (26/06/2019), quando estiverem em Brasília. Segundo o deputado fluminense, a conversa com eles precisa ser antes da leitura do voto complementar do relator do projeto, Samuel Moreira (PSDB-SP).

Por isso, seria justificável deixar a votação da reforma para a semana que vem, se for o caso. Mas o parlamentar ressaltou que está “trabalhando para votar [o relatório] o mais rápido possível”.

“Precisa ter um certo cuidado, porque avança mais rápido [a proposta] e depois descobre que tinha espaço para fazer acordo com governadores. Incluir estados e municípios é fundamental”, explicou. E acrescentou: “Nesta reta final, um dia ou dois dias não vão fazer diferença. Mas deixá-los de fora vai fazer uma diferença brutal”.

Embates com o Planalto
Questionado sobre os constantes embates entre integrantes do Executivo federal e do Parlamento, Maia destacou que a reforma da Previdência precisa estar “fora das disputas políticas e do desequilíbrio de alguns”. Mais cedo, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho “Zero 2” do presidente Jair Bolsonaro (PSL), atacou, no Twitter, os trabalhos do Congresso Nacional.

Além disso, o líder do PP, Aguinaldo Ribeiro (AL), disse que não adianta o ministro da Economia, Paulo Guedes, fazer “beicinho” para as mudanças no relatório. O titular da pasta não gostou da declaração e o clima entre os Poderes voltou a ficar estremecido.

Últimas notícias