Previdência: Bolsonaro diz que dá para corrigir “possíveis equívocos”

Texto da reforma foi aprovado nessa quinta-feira (04/07/2019) na comissão especial da Câmara, sob protesto de policiais

Isac Nóbrega/PRIsac Nóbrega/PR

atualizado 05/07/2019 12:56

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou, na manhã desta sexta-feira (05/07/2019), que o texto da reforma da Previdência ainda pode ser alterado na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. “Temos certeza de que podemos corrigir ainda possíveis equívocos que porventura ocorreram no momento”, declarou, após uma cerimônia no Batalhão da Guarda Presidencial, em Brasília.

Bolsonaro deixou claro que está disposto a dialogar com o Parlamento sobre o tema. “Quem quiser conversar, de forma civilizada, estamos dispostos”, indicou.

De acordo com o líder do governo na Câmara, major Vitor Hugo (PSL-GO), o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sinalizou que vai abrir a votação do parecer no plenário na próxima terça-feira (09/07/2019), com possibilidade de finalização ainda durante a semana.

O chefe do Executivo foi sucinto ao comentar sobre a expectativa: “De aprovar”, cravou. “Não é uma proposta minha, do Rodrigo Maia, do Alcolumbre [presidente do Senado], do Dias Toffoli [presidente do Supremo Tribunal Federal], de quem quer que seja. É do Brasil. Todos nós temos consciência de que, se não aprovar essa nova Previdência, a economia vai ter sérios problemas para sobreviver”, frisou.

Em relação ao prazo de votação, Bolsonaro deu a entender que a aprovação virá no tempo certo. “Tem que ser de nove meses esse parto aí. E acho que vai ser normal, não vai ser cesariana”, afirmou.  

Articulação política
Apesar de dizer que espera que ajustes no texto sejam feitos, a aprovação do parecer do relator Samuel Moreira (PSDB-SP) na comissão especial da Câmara correu como o esperado, segundo o mandatário da República. “Como um todo, sim. Acho que pouca coisa tem que ser mexida”, falou.

Todavia, esses pontos de divergência não foram explicados. “Não vou entrar em detalhes. Essa questão está com o parlamento. Qualquer posição vai ser de forma reservada com Rodrigo Maia e com líderes partidários”, disse. 

Questionado sobre o trabalho de articulação realizado pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, o presidente revelou que fez contato com o ministro nesta manhã para demonstrar satisfação. “Eu queria criticar o Onyx, mas não consigo. O parabenizei mais uma vez pela sua ação diante da questão da Previdência, juntamente com o major Vitor Hugo”, contou. 

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