Bolsonaro diz que sacrifícios com a Previdência serão para todos

Policiais protestaram contra o governo durante leitura do texto da reforma na comissão especial da Câmara, feita pelo relator Samuel Moreira

Alan Santos/Presidência da RepúblicaAlan Santos/Presidência da República

atualizado 03/07/2019 13:50

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) voltou a dizer, nesta quarta-feira (03/07/2019), que é necessário sacrifício por parte dos policiais para que a reforma da Previdência possa seguir dentro do planejamento econômico do governo. Em discurso na cerimônia de troca do Comando do Sudeste, em São Paulo, o chefe do Executivo frisou que a reforma da Previdência vai atender a todos. “Fiquem tranquilos, meus colegas das forças auxiliares, os sacrifícios têm de ser divididos para que possamos colher os frutos lá na frente”, destacou.

Nessa terça-feira (02/07/2019), Bolsonaro pontuou que tem feito ajustes com o diretor da Polícia Federal, Maurício Valeixo, e que considera a possibilidade de inclusão de uma aposentadoria diferenciada para a classe. Porém, pregou que ambas as forças devem abrir mão de alguns dos pedidos. “Todo mundo vai ter de fazer sacrifícios, nós das Forças Armadas estamos fazendo desde 2000. A única reforma que não ocorreu em 2000 foi a nossa”, salientou.

Apesar do comprometimento do mandatário da República, os policiais não aceitaram os “sacrifícios” e protestaram contra o governo durante leitura do parecer do texto da reforma, nessa terça-feira, na comissão especial. No Salão Verde, sentados no chão, os agentes de segurança cantaram “Bolsonaro traidor”. Nos últimos meses, a categoria se distanciou do presidente. Durante a corrida eleitoral, a classe foi uma importante força de tração para a vitória do chefe do Executivo.

Pacto pelo Brasil
Ainda no decorrer do discurso, o presidente disse que o Pacto pelo Brasil – união entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário – não precisa ser assinado em um papel se os três poderes contribuírem para o bom andamento do país.

“Precisamos é de votar matérias, apresentar proposições que fujam do populismo, que estimulem a cada um, que seja realmente responsável em receber aquilo que recebe pelo suor do seu rosto, pela competência e por sua dedicação”, disse.

G20 e Mercosul
Bolsonaro comentou também sobre a viagem ao Japão para participar da reunião do G20 e reiterou que nenhuma nação terá o direito de subjugar o Brasil. “Obrigado, ministros, em especial os que me acompanharam nessa recente viagem, onde mostramos que o Brasil é um país independente, que tem autonomia, e não será subjugado ou tutelado por quem quer que seja”, enfatizou.

O titular do Planalto falou ainda sobre a consolidação do Mercosul e deu créditos ao ex-presidente Michel Temer (MDB) pela elaboração do tratado. “Consolidamos um dos acordos mais promissores de todo o mundo. Isso aconteceria quando o grande bloco não se pautasse por um viés ideológico e sim pelo comércio”, finalizou.

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