Planalto confirma: Ministério da Defesa terá orçamento contingenciado

Bloqueio é de cerca de 44% e deve chegar a R$ 5,8 bilhões, mas, segundo o governo, não acarretará em mudanças na operacionalidade da pasta

Marcos Corrêa/PRMarcos Corrêa/PR

atualizado 07/05/2019 21:31

O Ministério da Defesa e o Palácio do Planalto confirmaram, nesta terça-feira (07/05/2019), um contingenciamento no orçamento da pasta, mas não admitiram que as Forças Armadas sofrerão cortes nas verbas deste ano. O general Otávio Rêgo Barros, porta-voz do Planalto, afirmou que o bloqueio “está dentro de contexto que é possível neste momento”, associando a eventual liberação de verbas à aprovação da reforma da Previdência, em que começou a ser analisada na Câmara.

O bloqueio é de cerca de 44% e deve chegar a R$ 5,8 bilhões, mas não vai acarretar em mudanças na operacionalidade do Ministério da Defesa, segundo o Planalto.

“O fato em si de nós termos sido contingenciados está dentro de um contexto que a administração pública federal entende que é possível neste momento para que, no futuro, com a aprovação da nova Previdência, com a aprovação de outras reformas estruturantes, o governo, de uma maneira geral, possa reacomodar esse orçamento não apenas no orçamento da Defesa, mas de todos os outros ministérios envolvidos”, afirmou Rêgo Barros.

Ao Metrópoles, a assessoria do ministério da Defesa afirmou que um contingenciamento no orçamento da pasta foi um dos temas debatidos no almoço desta terça-feira com os comandantes das Forças Armadas (foto em destaque), mas não citou números. O porta-voz, por sua vez, afirmou que a Defesa é quem poderia fornecer os dados.

Selar a paz
O almoço desta terça-feira (07/05/2019) foi realizado após os xingamentos do escritor Olavo de Carvalho contra o ex-comandante do Exército general Villas Bôas, pelo Twitter, e o pronunciamento de Bolsonaro, pelas redes, com elogios ao escritor e uma tentativa de selar a paz.

Antes do encontro, foi realizada uma reunião sobre o balanço das atividades das Forças Armadas nos primeiros quatro meses deste ano. Também foram debatidos os principais programas e prioridades do Ministério da Defesa.

A mesma justificativa foi dada no corte do orçamento das universidades federais. O porta-voz do Planalto afirmou ainda não ter o dado concreto de demais contingenciamentos em outros ministérios.

Após a manifestação do Planalto, o ministério da Defesa afirmou, em nota, que não se fala em “comprometimento das atividades cotidianas do Ministério, nem cortes ou atrasos de projetos”, uma vez que se trabalha com a perspectiva de desbloqueio ao longo deste ano.

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