PF abre quatro inquéritos para apurar vazamento de mensagens de Moro

Investigadores não descartam a suspeita de que a invasão no celular do ministro da Justiça e Segurança Pública tenha sido planejada

Foto: Hugo Barreto/MetrópolesFoto: Hugo Barreto/Metrópoles

atualizado 12/06/2019 16:05

Após os vazamentos de informações envolvendo o ex-juiz da Lava Jato, Sergio Moro, e o coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol, a Polícia Federal (PF) decidiu instaurar quatro inquéritos para investigar o caso. Os investigadores não descartam a hipótese de uma ação orquestrada. A informação é da TV Globo.

De acordo com a reportagem, há a suspeita de que a invasão no celular do ministro da Justiça e de integrantes do Ministério Público Federal (MPF) tenha sido planejada. Os agentes estão em busca do autor das ações.

As conversas de Moro foram interceptadas no momento em que o ex-juiz federal atendeu uma ligação de um número igual ao dele. Na ocasião, os hackers tiveram acesso ilegal ao aplicativo Telegram, que estava inativo no celular do ministro.

Entenda
As mensagens divulgadas pelo site The Intercept na noite do último domingo (09/06/2019) mostram a suposta interferência do então juiz da Operação Lava Jato, Sergio Moro, nas investigações da força-tarefa.

O atual ministro da Justiça e o coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol, teriam trocado colaborações durante as investigações. A publicação afirma ter uma série de mensagens privadas, gravações em áudio, vídeos, fotos e documentos judiciais.

Em conversas entre Moro e Dallagnol, o magistrado teria sugerido ao procurador que trocasse ordem de fases da Lava Jato, cobrado agilidade em novas operações, dado conselhos estratégicos e pistas informais de investigação e recomendado recursos ao Ministério Público.

Explicações
O vice-líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry (MA), protocolou, nesta terça-feira (11/06/2019), pedido de convocação para Moro preste esclarecimentos sobre as mensagens reveladas pelo site no Plenário da Câmara dos Deputados.

Até o momento, a Câmara recebeu outros dois pedidos para que o ministro do governo Jair Bolsonaro (PSL) compareça à Casa: nas Comissões de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC) e de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP). Moro irá prestar esclarecimentos no Seado, no dia 19, e na Câmara, no dia 26. Nos dois casos ele irá falar em comissões.

No Senado, houve acordo para evitar uma convocação do ministro da Justiça, e assegurar que ele possa ir à Casa voluntariamente como convidado para falar do conteúdo das conversas que supostamente trocou com o coordenador da força-tarefa da Lava Jato, procurador Deltan Dallagnol.

Nesta terça, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), anunciou que Moro vai comparecer à CCJ da Casa no dia 19 para falar sobre o vazamento.

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