MP eleitoral pede novo inquérito contra ministro do Turismo

Duas novas testemunhas, que trabalharam na campanha de Marcelo Álvaro Antônio em 2018, se apresentaram e apontaram novas irregularidades

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 09/10/2019 21:56

O Ministério Público Eleitoral de Minas Gerais pediu que a Justiça ordene a abertura de um segundo inquérito contra o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL), por suposto uso de caixa dois na eleição de 2018. Duas novas testemunhas se apresentaram nesta quarta-feira (09/10/2019).

São duas mulheres que trabalharam na campanha de Álvaro Antônio para deputado federal, em Conselheiro Lafaiete, município da Região Central de Minas Gerais, distante cerca de 100 km de Belo Horizonte.

“Eu ficava no gabinete e também panfletava com as meninas nas ruas em prol dessa campanha dele”, afirma uma mulher, que preferiu não ser identificada.

As informações são do G1.

As duas foram contratadas por Ivanete Nogueira, vice-presidente do PSL na cidade e responsável pela equipe de trabalho da campanha do então candidato a deputado federal no local. Ela teria recebido R$ 17 mil em dinheiro vivo.

A lei eleitoral permite pagamentos em espécie para valores até R$ 500. Se o valor for maior, o pagamento tem que ser feito em cheque ou transferência bancária. Mas, independentemente da forma de pagar, é obrigatório assinar contratos, emitir recibos e lançar a despesa na prestação de contas.

Ivanete contou à Polícia Federal que encaminhou os contratos e os recibos referentes aos serviços em Conselheiro Lafaiete para o escritório político do candidato em Belo Horizonte. Mas os documentos nunca foram assinados e nem devolvidos.

Segundo os investigadores, os recibos entregues por Ivanete não aparecem na prestação de contas da campanha de Marcelo.

O ministro e outras dez pessoas já foram denunciadas pelo Ministério Público Eleitoral em outro processo por suspeita de participar de um suposto esquema de candidaturas laranja do PSL mineiro. Segundo as investigações ele seria o chefe de uma organização, montada para desviar dinheiro do fundo eleitoral. A Justiça Eleitoral, em Belo Horizonte decretou sigilo no processo.

A defesa do ministro Marcelo Álvaro Antônio declarou que a campanha dele seguiu “rigorosamente” as regras eleitorais, que todos os gastos foram declarados e aprovados e que as denúncias são “uma tentativa de macular a imagem de um homem público com histórico de vida pautado pela retidão”.

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