MP do Rio não encontra evidências de que Queiroz negociava carros

Informação deverá ser usada para justificar quebra de sigilo nas contas dele e do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ)

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atualizado 06/05/2019 11:44

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) não encontrou evidências de que a movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), se deve à compra e venda de carros, segundo O Globo. A informação contradiz o que foi afirmado por Queiroz em entrevista ao SBT no fim do ano passado.

Assim, o MP pretende justificar o pedido de quebra de sigilos fiscal e bancário de Flávio Bolsonaro e do ex-assessor dele. Ambos são investigados por improbidade administrativa e por eventual crime de lavagem e outras práticas.

Conforme as investigações, foram localizados apenas dois carros antigos no nome de Queiroz. Um Ford Del Rey Belina marrom, modelo 85/86, e um Voyage preto, modelo 2009/2010. Não há registro de outros automóveis.

Além disso, em fevereiro, Queiroz não detalhou essas supostas compras e vendas de carros e admitiu que pegava parte dos salários de outros funcionários do gabinete e gerenciava esses valores para contratar mais pessoas. Ele também se comprometeu a entregar a lista dos outros funcionários, mas não o fez até então.

Em nota, a defesa de Queiroz informou que não tem conhecimento dos pedidos de quebra de sigilo, mas, se forem verdadeiros, os recebe com absoluta tranquilidade, “até mesmo porque seu sigilo já foi quebrado e exposto em todos os meios de comunicação”, disse em nota Paulo Klein, advogado de Queiroz.

Ele também afirmou que a atividade de compra e venda de carros era informal e não há como comprovar tais transações por meio de documentos. Sobre a lista, o advogado disse que será entregue no “momento processual adequado”.

Uma suposta relação de Queiroz com o miliciano Adriano Magalhães também está sob investigação. O objetivo é apurar se há uma ligação estreita, envolvendo lavagem de dinheiro entre o ex-motorista e a cúpula da milícia de Rio das Pedras. O capitão Adriano se encontra foragido da Justiça desde a deflagração da Operação Os Intocáveis, em janeiro deste ano.

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