Michelle Bolsonaro passa a despachar junto a Damares e Osmar Terra

Três meses após obras em gabinete do Ministério da Cidadania, primeira-dama ocupa o espaço para liderar o programa de voluntariado

Clarice Castro/Secretaria Especial do Desenvolvimento SocialClarice Castro/Secretaria Especial do Desenvolvimento Social

atualizado 22/07/2019 9:03

Três meses após o início das obras em uma sala do Bloco A, na Esplanada dos Ministérios, a primeira-dama Michelle Bolsonaro começou a despachar no prédio que abriga os ministérios da Cidadania, de Osmar Terra, e da Mulher, Família e Direitos Humanos, de Damares Alves, no começo de julho. O “expediente” teve início após a criação do programa Pátria Voluntária (foto em destaque).

Para abrigar a equipe responsável pelo grupo de trabalho da esposa do presidente Jair Bolsonaro (PSL), parte do 4º andar do primeiro prédio da Esplanada, logo após a Catedral Metropolitana de Brasília, passou por uma “readequação”.

Disposição das salas, pintura, iluminação, entre outras reformas foram executadas. Contudo, o Ministério da Cidadania garante que houve aproveitamento de mobiliário e estruturas já existentes. A pasta não revela os valores gastos na obra.

Michelle passou a ocupar gabinete na Esplanada após a  criação do Programa Nacional de Incentivo ao Voluntariado – Pátria Voluntária, cujo conselho é presidido por ela. Contudo, em abril, o governo federal iniciou as modificações do espaço onde ela ficará. À época, sem justificativa clara.

Michelle quebra um “jejum” de 16 anos na Esplanda. A última primeira-dama a ocupar um gabinete foi Ruth Cardoso, mulher do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que deixou o poder em 2003.

Servidores da  Assessoria Internacional do Ministério da Cidadania perderam o lugar. O quadro de funcionários cresceu após a fusão dos ministérios da Cultura, Desenvolvimento Social e Esporte. Segundo a pasta, a equipe precisou de um espaço maior.

Apesar de a pauta de Michelle ser mais próxima da de Damares, ela está abrigada no guarda-chuva de Osmar Terra. O próprio Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos pontua o “distanciamento”. “A primeira-dama não está instalada nas dependências do ministério. Ocupamos apenas dois andares no prédio”, destaca, em nota.

“Ajudar ao próximo”
As ações do Pátria Voluntária são conduzidas por servidores do Ministério da Cidadania. Composto por 12 ministros e 11 membros da sociedade civil, entre eles, a cantora Elba Ramalho e a mulher do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, Rosângela Moro.

O programa foi lançado no começo do mês no Hospital da Criança de Brasília Jose Alencar, na capital. “Dentro das minhas limitações sempre quis ajudar ao próximo, é um chamado do meu coração. Aceitei isso pra mim como um desígnio de Deus”, comemorou a primeira-dama, no evento.

Michelle chama a atenção desde a posse de Bolsonaro, quando subiu ao púlpito e traduziu o discurso do marido em Libras. Depois, passou a liderar a causa dos deficientes no governo. Recentemente, participou da contratação de servidores com deficiências da Caixa Econômica Federal. 

Na criação do Pátria Voluntária ela justificou o protagonismo. “Reafirmo hoje a promessa que fiz durante a posse de meu esposo, de contribuir e trabalhar para toda a sociedade brasileira, para que todos, sem exceção, se sintam valorizados”, concluiu.

Apesar do trabalho, Michelle não tem direito a salário por não ser considerada integrante da administração pública federal. Os gastos da primeira-dama são incluídos aos da Presidência da República.

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