Mercosul: Brasil vai insistir na redução de tarifa comum em 2020

País entrega a presidência temporária do bloco ao Paraguai ainda longe de concluir negociações com os parceiros sobre a meta

Raylson Ribeiro/MRERaylson Ribeiro/MRE

atualizado 05/12/2019 12:27

Enviada especial a Bento Gonçalves (RS) – A revisão da tarifa externa comum, a chamada TEC, continua sendo a principal meta do governo brasileiro de acordo com o ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo. O principal item da agenda da Cúpula do Mercosul, no entanto, ficou mais longe se chegar a um acordo e as negociações terão que avançar no próximo semestre sob a presidência do Paraguai, em 2020.

“O tema continua sendo prioridade para o Brasil. Em seus 25 anos de existência nunca passou por uma reforma integral e podem prejudicar a nossa competitividade. Avançamos bastante, mas ainda não concluímos essa tarefa”, disse o ministro.

Ao contrário de Maurício Macri, o novo presidente da Argentina, Alberto Fernández, que toma posse na próxima terça-feira (10/12/2019), não é a favor da redução da tarifa, por considerar que isso prejudicaria a produção nacional.

Nesta quarta-feira (04/12/2019), o Brasil entregou a presidência pro-tempore do bloco ao Paraguai.

Sem a redução, foram anunciados um acordo de reconhecimento de indicação geográfica para produtos locais, enxugamento de custos para o funcionamento do bloco e um acordo de proteção policial nas fronteiras, nos moldes propostos pelo ministro da Justiça, Sergio Moro. Por meio desse acordo, polícias dos estados membros poderão ultrapassar as fronteiras, por um quilômetro, na busca de foragidos.

O governo brasileiro ainda espera fechar nesta quinta-feira (05/12/2019), o anúncio de um acordo automotivo entre o Brasil e o Paraguai.

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