Marinho defende capitalização: “Repartição não se mantém em pé”

Secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho diz acreditar que projeto do governo será aprovado

Andre Borges/Especial para o MetrópolesAndre Borges/Especial para o Metrópoles

atualizado 20/05/2019 22:27

No dia em que o governo federal apresentou uma campanha publicitária a favor das mudanças nas regras de aposentadoria, o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, voltou a defender pontos do projeto da reforma da Previdência que têm sido questionados pelo Congresso, como o regime de capitalização, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a aposentadoria rural. Marinho falou, nessa segunda-feira (20/05/2019) a estudantes em um seminário no Centro Universitário de Brasília (Uniceub).

“Não é apenas no Chile que tem capitalização. E no sistema público já tem um regime híbrido, quem entrou desde 2013 já tem um sistema de capitalização. Não é nenhuma invenção”, disse Marinho. O secretário ressaltou que o regime de repartição “não consegue se manter em pé” e, por isso, a capitalização seria uma medida para contribuir com a economia fiscal do país.

Marinho comentou ainda a tramitação do projeto no Congresso. Ele destacou a importância da aprovação das reformas para contribuir com o crescimento do país, mas defendeu que os projetos da Previdência e da tributação nacional sejam analisados separadamente.

“Se tivermos dois projetos como esses tramitando ao mesmo tempo, seria como matar as duas propostas”, declarou.

Pauta do Brasil
Questionado sobre o papel dos parlamentares na aprovação da matéria, Marinho garantiu: “Vai ser aprovada, sim”.

O secretário afirmou ainda que a pauta não é apenas do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), mas é uma pauta “do Brasil e de Estado”. “Vejam que mesmo a oposição, que diz que o texto está bruto, diz que é importante que uma reforma aconteça”, observou.

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