Live: Bolsonaro diz que entrada do Brasil na OCDE está “quase certa”

Com o ministro-chefe da Casa Civil, o chefe do Executivo federal afirmou que ingresso do país no grupo econômico trará "grandes vantagens"

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atualizado 23/05/2019 20:25

Em mais uma de suas lives semanais, o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), disse, nesta quinta-feira (23/05/2019), que a entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) está “quase certa”. Ao lado do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS) na transmissão via Facebook, o chefe do Executivo federal garantiu que a aproximação com os Estados Unidos não significa ignorar as parcerias com outros países de condição econômica mais baixa.

Bolsonaro aproveitou a oportunidade para agradecer ao presidente norte-americano, Donald Trump, o apoio ao pleito do Brasil de participar da OCDE. “Pedi ao Trump que nos aceitasse na OCDE, ele aceitou e divulgou”, completou o presidente. Segundo Lorenzoni, o Brasil poderá estar oficialmente incluído no grupo daqui a “dois ou três anos”.

A declaração oficial de apoio dos EUA foi feita durante a conferência ministerial da organização em Paris. Na ocasião, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, estava presente.

Durante a viagem de Bolsonaro para os Estados Unidos em março, Trump declarou apoio às iniciativas econômicas do país com a condição de que o Brasil retirasse o tratamento especial na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Além do chefe do Executivo e de Onyx, estavam presentes na live desta quinta o novo presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Gilson Machado Neto, e, como de praxe, a tradutora de Libras oficial do Planalto.

Turismo
O novo presidente da Embratur se pronunciou sobre as atuais condições do turismo brasileiro. Com a garantia de que “não vai decepcionar” como novo chefe do órgão, Machado afirmou que a conquista da companhia aérea espanhola Air Europa é uma grande conquista.

Segundo o presidente do Instituto, Bolsonaro pode ser chamado de “presidente do turismo”, já que está governando para transformar o turismo brasileiro em uma “política de Estado e não de governo”. Em tom de brincadeira, o chefe do Executivo rebatou: “Presidente turista? Mal chegou e já quer ser demitido?”.

Alteração no decreto de armas
O presidente aproveitou a oportunidade para se posicionar sobre a alteração no decreto de armas, onde retira a possibilidade do cidadão comum adquirir o posse ou porte de um fuzil.

Segundo Bolsonaro, o governo manteve 90% do documento original mas alterou a questão do fuzil pois “reconheceu que dava margem” ao porte de fuzis. Usando como base uma emenda americana sobre armamentos, o presidente garantiu que o Exército vai cumprir com o seu papel de, dentro da lei, definir quais objetos bélicos poderão ser adquiridos pelos civis.

Reforma nos ministérios
O presidente comentou sobre a aprovação da Medida Provisória 870 pela Câmara dos Deputados, que retira o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Justiça e transfere para o Ministério da Economia. Bolsonaro comemorou a atitude.

“Quero agradecer a Câmara pela votação. Mesmo o Coaf tendo saído do Moro e ido para a pasta do Paulo Guedes, o órgão seguirá no Executivo. Então o trabalho estará em boas mãos”, completou.

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