Heleno sobre Ágatha: “Quem tem que falar sobre isso é o governador”

Para o ministro do GSI, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) não deve se “intrometer” nos casos de violência no Rio de Janeiro

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 26/09/2019 14:23

Diante do silêncio do presidente Jair Bolsonaro (PSL) sobre a morte da menina Ágatha Félix, de 8 anos, atingida por um disparo de fuzil no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, na última sexta-feira (20/09/2019), o ministro do GSI, Augusto Heleno, afirmou nesta quinta-feira (26/09/2019) que o caso está sob responsabilidade do governador do Rio, Wilson Witzel (PSC).

O ministro comentou sobre o assunto ao ser questionado durante um trajeto por Brasília que fez junto a jornalistas em ônibus do Gabinete de Segurança Institucional. Antes de responder a pergunta, Heleno explicava que um tiro para o alto é um dos mais perigosos.

“Se o presidente a cada dia for comentar acontecimentos no estado, ele vai acabar se intrometendo onde não foi chamado. Isso aí é problema do governador. Quem tem que falar sobre isso é o governador. A polícia é dele, o estado é dele, a situação está na mão dele, a apuração é feita lá. Então, não pode o presidente da República sair emitindo opiniões ou dando palpite nisso aí”, avaliou.

Para o ministro, a morte da menina ainda precisa ser investigada antes de qualquer comentário sobre a circunstância. “É lamentável. Um troço cruel uma menina levar um tiro dentro da kombi escolar. Mas, você vê, só chegaram à conclusão de que era uma munição de fuzil. Não chegaram à conclusão sobre que fuzil é”, disse.

Heleno ponderou que a versão do motorista da kombi onde Ágatha estava, de que o disparo teria vindo de um policial militar, pode não ser correta. “Não é necessariamente verdadeira. Se você está dirigindo uma viatura e leva um tiro por trás, você já sabe quem foi? É complicado”, afirmou.

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