Caso Ágatha: “Um anjo que se foi”, lamenta governador do RJ após morte

Wilson Witzel disse que pediu prioridade nas investigações. O chefe do Executivo fluminense fez pronunciamento nesta segunda-feira

Tomaz Silva/Agência BrasilTomaz Silva/Agência Brasil

atualizado 23/09/2019 17:52

Dois dias após a morte de Ágatha Vitória Sales Félix, 8 anos, baleada nas costas no Complexo do Alemão, na última sexta-feira (20/09/2019), o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), lamentou  o caso. Ele ainda defendeu o pacote anticrime, proposto pelo governo federal.

O chefe do Executivo fluminense fez um pronunciamento no início da tarde desta segunda-feira (23/09/2019). “Eu também sou pai e não posso dizer que sei o tamanho da dor que os pais da menina Ágatha estão passando. É difícil ver a dor das famílias que têm perdido seus parente queridos”, destacou.

Witzel garantiu que tem buscado soluções para combater a violência e o crime organizado. “Passei o fim de semana conversando com autoridades não só do meu governo mas também do governo federal. Não temos nada a esconder”, frisou.

O governador disse que pediu prioridade nas investigações. “Liguei para os secretários de Polícia Civil e Polícia Militar [o delgado Marcus Vinícius Braga e o coronel Rogério Figueiredo de Lacerda] e pedi para que deem prioridade às investigações. Independentemente do meu pedido, eles vão fazer o trabalho que tem de se fazer”, completou.

Ágatha estava dentro de uma kombi no Complexo do Alemão, com a família, quando foi atingida por um disparo de fuzil nas costas. A Polícia Militar diz que homens da corporação trocaram tiros com bandidos.

Contudo, moradores contestam a versão. Segundo eles, os PMs atiraram em homens em uma moto e acertaram a criança. Ágatha foi enterrada nesse domingo (22/09/2019), sob comoção e protesto.

Witzel disse ainda que vai se reunir com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, na próxima quarta-feira (25/09/2019). O governador defendeu o pacote anticrime proposto pelo ex-juiz. “É um pacote importante para o país. O futuro será bem melhor que o passado que herdamos de governos anteriores”, analisou, ao resguardar o excludente de ilicitude, por exemplo.

O governador lamentou o caso envolvendo Ágatha. “Presto a minha solidariedade. Que Deus a receba. Um anjo que se foi, deixou planos e projetos com seus pais e que com ela não se realizarão mais”, finalizou.

“Sem operação”
O coronel Rogério Figueiredo de Lacerda, secretário de Polícia Militar do Rio de Janeiro, disse que não havia naquele dia ação policial no local onde a menina foi baleada. “O que aconteceu foi pontual”, resumiu.

Ele garantiu que as investigações serão feitas com correção. “Não admitimos transgressão disciplinar na Polícia Militar”, ponderou, ao adiantar que determinou um estudo de caso para detalhar o que aconteceu.

O delegado Marcus Vinícius Braga, secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, informou que a Delegacia de Homicídios (DH) vai apurar o caso. “Não podemos confundir o que aconteceu com a menina Ágatha com a política de segurança desenvolvida pelo Estado. Não vamos misturar as coisas”, avaliou.

“Vamos trabalhar muito para descobrir o que aconteceu nesse caso”, garantiu. Marcus Vinícius Braga coordenou a retomada do Complexo do Alemão, em 2012, e destacou as dificuldades. “Quem trabalha lá são verdadeiros guerreiros”, pontuou.

Ele saiu na defesa da política de segurança de Witzel. “A política está no caminho certo. As polícias Militar e Civil nunca estiveram tão forte”, finalizou.

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