Guedes em Davos: abertura econômica, Previdência e menos Estado

Comitiva de Bolsonaro terá três auxiliares, mas ministro da Economia apresentará pilares do novo governo a países parceiros e investidores

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 17/01/2019 19:12

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) embarca para Davos, na Suíça, no próximo domingo (20/1), onde participará pela primeira vez do Fórum Econômico Mundial. A delegação brasileira contará também com os ministros: das Relações Exteriores (MRE), Ernesto Araújo; da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro; e da Economia, Paulo Guedes, além do filho do presidente e deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

Na Suíça, Paulo Guedes terá um papel de protagonismo e falará ao mercado e às principais economias do mundo sobre os planos do novo governo.

Fontes ligadas ao Ministério da Economia afirmam que o discurso de Guedes a interlocutores será alinhado com o de sua posse e baseado em três pilares: reforma e modernização da Previdência; privatização, concessões e vendas de ativos imobiliários; reforma administrativa e enxugamento da máquina pública para uma melhor governança. Este terceiro ponto vai ao encontro da intenção do novo governo de diminuir a importância e o peso do Estado na economia brasileira.

Entre 22 e 25 de janeiro, Guedes conversará com presidentes globais de fundos de investimento, empresas de tecnologia e representantes de governos. Também terá audiência sobre investimentos, eventos fora do circuito de Davos e agenda com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin.

Pessoas ligadas ao ministro relatam que ele pretende insistir no ponto da reforma da Previdência, em gestação pelo governo, reforçando o combate a privilégios e observando as alterações demográficas do país. O objetivo é gerar um ganho positivo nas contas públicas e boas expectativas.

Outras metas
Outra intenção é dobrar o investimento do Brasil nas áreas de ciência, tecnologia e inovação: atualmente, cerca de 1% do produto interno bruto (PIB) nacional é aplicado no setor. O novo governo pretende dobrar esse índice em quatro anos.

Em Davos, Paulo Guedes também deverá expor a intenção de fazer com que o Brasil aumente a fatia do comércio exterior na composição de seu PIB, passando da faixa de 22% para a de 30% até o final deste governo.

Este trabalho será construído, se possível, com convergência regulatória com grandes mercados compradores, abertura e inserção do mercado e modernização tarifária.

O discurso de Bolsonaro propagado durante a campanha e em sua posse no Planalto, de acordos comerciais sem viés ideológico, também servirá de mantra para o presidente e Guedes durante o fórum na Suíça, entre 22 e 25 de janeiro.

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