Bolsonaro recebe ministro Ernesto Araújo e oposição venezuelana

Cercada de mistério, reunião no Itamaraty começou de manhã e prossegue nesta tarde: Brasil articula enfrentamento a Nicolás Maduro

atualizado 17/01/2019 16:59

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Parte da oposição ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, saiu do Ministério das Relações Exteriores (MRE), onde está reunida desde cedo com o chanceler Ernesto Araújo, e seguiu para o Palácio do Planalto. Lá, o grupo teve um breve encontro com o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). Depois, retornou à sede da diplomacia brasileira, onde continuará reunido com Araújo.

O ministro Ernesto Araújo acompanhou a comitiva durante o encontro com o presidente da República. O objetivo da movimentação é articular ações em relação à crise no país vizinho.

A reunião com o ministro teve início pela manhã, durou mais de oito horas até a ida da comitiva ao Planalto e foi cercada de mistério. Nenhuma informação foi divulgada, tanto em relação aos participantes quanto sobre o conteúdo discutido.

Fontes, no entanto, confirmaram que cerca de 25 pessoas, da oposição a Maduro e do chamado Grupo de Lima – que reúne chanceleres de 14 países – participaram do encontro no Itamaraty.

Para a reunião com Bolsonaro, apenas parte do grupo acompanhou o ministro Araújo. Entre eles, o presidente do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), Miguel Ángel Martín, atualmente exilado em Miami (EUA).

Além de Martín, desde cedo, também participam da reunião o ex-prefeito de Caracas Antonio Ledezma, hoje exilado em Bogotá (Colômbia); o ex-presidente da Assembleia Nacional (AN) da Venezuela Julio Borges, exilado em Madri (Espanha); e o número dois do partido de oposição Vontade Popular (VP), Carlos Vecchio, que também mora em Miami.

Segundo informações extra-oficiais, há no grupo representantes dos Estados Unidos e da chancelaria de vários países do Grupo de Lima, não especificamente, o embaixador de cada nação.

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