Governo vai tentar acordo para policiais, diz major Vitor Hugo

Líder do governo na Câmara explicou que, para não travar o andamento da reforma, deputados preferiram não incluir categoria no texto

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência BrasilFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

atualizado 05/07/2019 13:33

O líder do governo na Câmara dos Deputados, major Vitor Hugo (PSL-GO), afirmou que o governo ainda vai tentar viabilizar, desde que não trave o andamento do texto, um acordo no plenário da Casa. O objetivo é flexibilizar, na proposta da reforma da Previdência, a regra de aposentadoria de agentes de segurança mantidos pela União.

“Não vamos arriscar a aprovação da reforma, mas se conseguirmos chegar no meio termo de todos os partidos que querem aprovar a nova Previdência, nós vamos tentar uma das estratégias que o regimento permite”, frisou o deputado, durante entrevista à rádio CBN, na manhã desta sexta-feira (05/07/2019).

A declaração ocorre após o governo não conseguir emplacar regras mais brandas para policiais na reforma, seja no texto do relator, seja via destaques. De acordo com o deputado, um “impasse político” impediu que houvesse encontro entre as expectativas da categoria e as possibilidades no decorrer da votação na comissão especial.

Major Vitor Hugo esclareceu que os deputados firmaram um acordo para barrar privilégios de todas as categorias, a fim de não colocar em risco a Previdência de 208 milhões de brasileiros.

Estados e municípios
O parlamentar também comentou sobre a inclusão de estados e municípios na reforma da Previdência — outro ponto que ficou de fora do texto do relator da reforma, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP). Apesar de considerar interessante para o governo, Vitor Hugo ponderou que, assim como ocorreu na fase de negociações, deixará a cargo dos congressistas e dos próprios governadores esse trabalho.

“Se houver condições políticas por parte de quem quer trazer estados e municípios para o texto, se isso acontecer, para nós é interessante, para o governo é bom, porque nós sabemos que no médio e no longo prazo isso pode desaguar também na União”, explicou. “Mas nós não vamos buscar os votos para que isso aconteça, para não perturbar o acordo que foi construído. Se, nesse momento, estados e municípios ficaram de fora, o governo vai ficar tranquilo e feliz com a aprovação do texto”, salientou o político goiano.

Segundo Vitor Hugo, o governo caminha para ter os 308 votos necessários à aprovação da reforma no plenário da Câmara, em dois turnos. Nessa quinta (04/07/2019), a comissão especial da reforma da Previdência aprovou o relatório apresentado pelo deputado Samuel Moreira por 36 votos a favor e 13 contrários. “A oposição quase nunca foi maior (na votação) do que 13”, observou.

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