Gilmar Mendes ataca Moro: “Juiz não pode ser chefe de força-tarefa”

Sem citar nomes, o ministro do STF criticou métodos da Operação Lava Jato após supostas conversas entre Moro e procuradores da República

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 11/06/2019 18:22

Durante a sessão da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (11/06/2019), o ministro Gilmar Mendes criticou métodos usados pela Operação Lava Jato. “Juiz não pode ser chefe de força-tarefa”, afirmou o magistrado, sem citar nomes.

O comentário foi feito dois dias após o site The Intercept Brasil divulgar supostas mensagens trocadas entre o então juiz da Lava Jato, Sergio Moro, e o coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol. A publicação levanta a suposição de que o atual ministro da Justiça teria interferido nas investigações enquanto exercia papel de mediador.

Mais cedo, Gilmar Mendes confirmou que a 2ª Turma deve julgar no dia 25 de junho um habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em que o petista acusa o ex-juiz federal Sergio Moro de agir com parcialidade ao condená-lo no caso do triplex do Guarujá e depois assumir cargo no primeiro escalão do governo de Jair Bolsonaro (PSL).

Troca de mensagens
A publicação do Intercept apresentou mensagens privadas, gravações de áudio, fotos, vídeos e documentos judiciais que foram compartilhados entre o agora ministro da Justiça e o procurador Deltan Dallagnol, que estava à frente da força-tarefa da Lava Jato.

Procurado, Moro criticou a reportagem e lamentou “a falta de indicação de fonte de pessoa responsável pela invasão criminosa de celulares de procuradores. Assim como a postura do site, que não entrou em contato antes da publicação, contrariando regra básica do jornalismo”.

O ministro minimizou a denúncia e disse ainda que as mensagens trocadas não apresentam “qualquer anormalidade ou direcionamento da atuação enquanto magistrado”. Alegou, inclusive, que trechos foram retirados de contexto.

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