Gilberto Amaral contesta reportagem sobre “paranoia excessiva de militares” que teria resultado no AI-5

Jornalista de Brasília critica matéria da “Folha de S.Paulo” e afirma que o o então presidente do Brasil, Costa e Silva, era contrário à medida, mas foi voto vencido

atualizado

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Arquivo/Agência Senado
O presidente da República Costa e Silva ao lado de seu vice Ped
1 de 1 O presidente da República Costa e Silva ao lado de seu vice Ped - Foto: Arquivo/Agência Senado

O jornalista de Brasília Gilberto Amaral publicou, em seu blog, uma crítica à matéria publicada no jornal “Folha de S.Paulo”, na edição de quinta-feira (14/1), sobre o Ato Institucional nº 5 — que dava poderes extraordinários ao presidente da República e suspendia várias garantias constitucionais.

O texto, intitulado “Para CIA, paranoia excessiva de militares resultou no AI-5”, é questionado por Amaral. O jornalista diz que o então presidente do Brasil, Costa e Silva, era contrário à medida, mas foi voto vencido diante da insistência do chefe de gabinete militar, general Jayme Portela e do ministro da Justiça, Gama e Silva.

O texto do jornal paulista diz que “a paranoia dos militares daqui com a subversão estava se tornando cada vez mais ‘perigosa’ e poderia empurrar o general Costa e Silva (na foto, o quinto da esquerda para a direita), para um endurecimento da ditadura”. Ao contestar as afirmações, Gilberto Amaral afirma que, em 13 de dezembro de 1968, data em que o texto do AI-5 foi redigido, ele fotografava, no Palácio da Alvorada, a então primeira-dama brasileira, Yolanda Costa e Silva, e, na ocasião, ela contou sobre as pressões que o marido sofria dentro do governo por militares e civis.

Ao longo do texto, escrito por Gilberto Amaral em tópicos, o jornalista relata a fragilidade da saúde de Costa e Silva, que o impediu de assinar o decreto. “Com sua inesperada doença, ficou com o braço direito imobilizado sem poder assinar. Numa das tentativas, jogou a caneta no chão e começou a chorar”, escreveu Amaral.

Sobre o sucessor de Costa e Silva, Gilberto Amaral relata que o general Antônio Carlos Muricy tentou a vaga. “Costa e Silva, com a cabeça, respondeu que não. Os nomes continuaram a ser citados até que, quando falou em Médici, o presidente confirmou que sim.”

Ainda sobre as conversas com Yolanda, segundo Gilberto Amaral, ela teria relatado que o marido “suicidou-se”. “Quando foram limpar o quarto, ao levantar o colchão, encontraram todos os remédios que eram dados para ele. O presidente foi colocando, um a um, embaixo do colchão. A CIA informou ao presidente norte-americano na época, Lyndon Johnson, que a paranoia dos militares daqui com a subversão estava se tornando cada vez mais ‘perigosa’”, finalizou.

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