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Política

Geddel chora ao ouvir que ficará preso por tempo indeterminado

O ex-ministro do governo Temer é acusado de tentar impedir que Eduardo Cunha e Lúcio Funaro fizessem acordo de delação premiada

Sara Alves06/07/2017 20:32, atualizado 07/07/2017 07:52
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Reprodução/Youtube
Geddel chora ao ouvir que ficará preso por tempo indeterminado

A audiência para julgar o pedido de habeas corpus do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) nesta quinta-feira (6/7) terminou em lágrimas. Geddel caiu no choro ao ouvir do juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, que ficaria preso por tempo “indeterminado” .

O ex-ministro da Secretaria de Governo de Michel Temer (PMDB) é acusado de tentar obstruir acordos de delação premiada do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e do operador financeiro Lúcio Funaro.

Na chegada à Corte em Brasília, Geddel apareceu pela primeira vez publicamente de cabeça raspada após a prisão. Ele negou as acusações, mas admitiu ter ligado mais de 10 vezes para a esposa de Lúcio Funaro.

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Geddel Vieira Lima estava em prisão domiliciar em Salvador (BA)
Ele foi preso acusado de tentar obstruir a Justiça
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O ex-ministro mora em um apartamento a cerca de 1km do local onde a PF apreendeu os R$ 51 milhões
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Geddel Vieira Lima estava em prisão domiliciar em Salvador (BA)
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Geddel Vieira Lima estava em prisão domiliciar em Salvador (BA)

Reprodução/TV Globo
Ele foi preso acusado de tentar obstruir a Justiça
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Ele foi preso acusado de tentar obstruir a Justiça

Valter Campanato/Agência Brasil
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Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O ex-ministro mora em um apartamento a cerca de 1km do local onde a PF apreendeu os R$ 51 milhões
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O ex-ministro mora em um apartamento a cerca de 1km do local onde a PF apreendeu os R$ 51 milhões

Valter Campanato/Agência Brasil
O juiz Vallisney de Souza Oliveira disse que a prisão é para evitar destruição de provas
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O juiz Vallisney de Souza Oliveira disse que a prisão é para evitar destruição de provas

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Edilson Rodrigues/Agência Senado
Geddel foi encaminhado para a Polícia Federal
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Geddel foi encaminhado para a Polícia Federal

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Após depoimento, seguiu para a Papuda
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Após depoimento, seguiu para a Papuda

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Kacio Pacheco/Metrópoles
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Kacio Pacheco/Metrópoles

“Coopero com a Justiça, como sempre cooperei. Tudo que fiz ou deixei de fazer foi sob orientação de meus advogados. Tenho crença inabalável que não tomei nenhuma atitude de longe interpretada como embaraço à Justiça ou às investigações”, disse ele.

Entenda o caso
A Operação Cui Bono, desdobramento da Lava Jato, investiga a existência de práticas criminosas na liberação de créditos e investimentos por parte de duas vice-presidências da Caixa Econômica Federal: a de Gestão de Ativos de Terceiros (Viter) e a de Pessoa Jurídica. Essa última era ocupada por Geddel.

Além disso, em novembro do ano passado, o então ministro da Cultura, Marcelo Calero, deixou o governo e contou à PF que foi pressionado por Geddel para liberar um empreendimento imobiliário em Salvador. Dias depois, com a polêmica, o peemedebista pediu demissão da Secretaria de Governo. (Com informações da Agência Estado)