Flávio Bolsonaro diz que fez vários depósitos para “evitar fila”

Declaração foi feita em publicação no Instagram após relatório do Coaf sobre movimentações bancárias suspeitas na conta do senador

Igo Estrela/MetrópolesIgo Estrela/Metrópoles

atualizado 22/01/2019 12:18

O senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL) fez uma publicação no instagram na manhã desta terça-feira (22/1) em que afirma ter feito vários depósitos bancários para evitar filas. Além disso, ele não queria que os caixas bancários contassem o dinheiro na frente de todos.

A declaração foi feita após a divulgação de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre movimentações bancárias suspeitas, na edição da noite de sexta-feira (18/1) do Jornal Nacional, da TV Globo.

Segundo o relatório, foram realizados 48 depósitos bancários, no valor de R$ 2 mil cada um, na conta de Flávio Bolsonaro. Os depósitos eram realizados em espécie, na agência bancária localizada dentro da Assembléia Legislativa do Rio de janeiro (Alerj).

Na publicação feita nesta terça-feira, o senador eleito reafirmou que o dinheiro é relativo ao pagamento de um imóvel vendido por ele. Tal justificativa já havia sido feita por Flávio em entrevista concedida ao programa Domingo Espetacular, da RecordTV, no último domingo (20/1).

Segundo Flávio, a razão para os depósitos “está no próprio sigilo bancário”. “Ao invés de enfrentar fila e esperar a caixa conferir o dinheiro na frente de várias pessoas, os depósitos eram feitos em envelopes no caixa eletrônico, no limite estabelecido pelo banco, em poucos minutos e sem exposição.”

Veja a publicação:

 

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INACREDITÁVEL! Está expresso na escritura, mas a má fé e a ânsia de tentar me atingir não têm limites! Recebi o sinal via transferências bancárias, cheques e parte em espécie, com “PRINCÍPIO de pagamento em 24/03/2017”. Ou seja, na medida em que os pagamentos eram feitos em espécie, o MEU dinheiro era depositado na MINHA conta, como confirmado pelo próprio comprador. A explicação para a forma de depositar, de 2 em 2 mil reais, está no próprio sigilo bancário quebrado, sem autorização judicial, e vazado criminosamente para a imprensa: ao invés de enfrentar fila e esperar a caixa conferir o dinheiro na frente de várias pessoas, os depósitos eram feitos em envelopes no caixa eletrônico, no limite estabelecido pelo banco, em poucos minutos e sem exposição.

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