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A última pesquisa de intenção de votos divulgada pelo Ibope para o cargo de presidente da República traz o nome de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como favorito, entretanto, o petista provavelmente será impedido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de participar do pleito e já teria posto em andamento a estratégia para transferir seu espólio eleitoral para o ex-prefeito paulista Fernando Haddad (PT), que deve ser lançado em seu lugar à corrida ao Planalto. A informação é da coluna Radar, da Revista Veja, desta semana.

Lula foi condenado em segunda instância e cumpre pena de 12 anos e 1 mês de cadeia pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP). Pelas regras da Lei da Ficha Limpa, encontra-se, portanto, inelegível, cabendo ao TSE impugnar uma possível candidatura do ex-presidente.

De acordo com a publicação, Lula vai declarar na TV apoio ao correligionário com o bordão: “Eu, Lula, sou Haddad”. A coluna afirma que na previsão da propaganda eleitoral, Haddad dirá “Eu, Haddad, sou Lula”. Formado em direito pela Universidade de São Paulo (USP), com mestrado em economia e doutorado em filosofia, o paulista já é identificado como o “plano B” do PT.

Oficialmente, Lula segue como candidato, mas interlocutores do partido já reconhecem que há uma certa urgência em definir quem irá participar dos debates e fazer a pré-campanha corpo a corpo.

Com a saída de Lula, o favorito dos brasileiros, segundo as últimas pesquisas é Jair Bolsonaro (PSL). Mas os questionários mostram que os eleitores do petista, sem o ex-presidente no páreo, se dividem entre Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e Haddad.