Executiva do PSL sugere suspensões de até 1 ano a bolsonaristas
Situação dos parlamentares do ex-partido do presidente da República fica mais tensa e Diretório Nacional definirá futuro do grupo na Câmara

A Executiva do PSL decidiu nesta quarta-feira (27/11/1019) não expulsar do partido nenhum deputado bolsonarista, mas optou por sugerir advertências e suspensões a 16 parlamentares. Agora, cabe ao Diretório Nacional julgar as recomendações, na próxima segunda-feira (02/12/2019).
Na reunião, por exemplo, foi sugerida a suspensão de 1 ano de Eduardo Bolsonaro, filho “03” do presidente da República, Jair Bolsonaro. Ele perderia o posto da liderança da sigla e não poderia ser relator de nenhum projeto em qualquer comissão da Casa.
Os deputados Carla Zambelli (SP), Filipe Barros (PR) e Luiz Philippe (SP) tiveram, por sua vez, uma suspensão mais leve, de seis meses. Guiga Peixoto (SP) e Luiz Ovando (MS) tiveram os casos arquivados pela cúpula da Executiva.
Ao Metrópoles, o Delegado Waldir (GO) afirmou que as punições não são “arbitrárias”. “O partido tem um regimento e alguns deputados desrespeitaram as regras, então nada mais natural do que algumas penalidades serem aplicadas”, justificou.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNa prática, aliados do presidente do presidente da legenda, Luciano Bivar (PE), contam que a estratégia é usar as prerrogativas que são do partido e, com isso, tirar poder desses congressistas. “Mas não vão expulsar ninguém, porque é isso que eles querem, mas o partido não vai facilitar.”
A reação dos bolsonaristas
“É apenas uma ameaça, não vamos levar a sério”, minimizou Carla Zambelli (PSL-SP). “Eles querem nos amedrontar. Não vão conseguir, porque estamos do lado da verdade, da transparência e do povo. Basta ver nosso alcance nas redes.”
Para a deputada, uma das mais fiéis aliadas de Bolsonaro na Câmara, “eles (os bivaristas) estão dando um tiro no pé”. E completou: “Cada vez que nos batem, nos deixam mais fortes”.



