Ex-motorista acusa Alexandre Frota de usá-lo como laranja em empresas

Em depoimento ao MP, Marcelo Ricardo Silva afirma ter assumido duas firmas do parlamentar. Parlamentar diz que é vítima de extorsão

Hugo Barreto/MetrópolesHugo Barreto/Metrópoles

atualizado 08/06/2019 11:16

O deputado Alexandre Frota, do PSL de São Paulo, é acusado por um ex-funcionário de caixa 2 e de usar “laranja” em seus negócios. Em depoimento ao Ministério Público de São Paulo, Marcelo Ricardo Silva, que trabalhou como motorista para Frota, afirmou ter sido “laranja” do parlamentar. As informações foram divulgadas na edição de deste sábado (08/06/2019) do jornal Folha de S. Paulo.

De acordo com o relato, Marcelo assumiu, a pedido de Frota, a titularidade de duas empresas que eram do deputado em troca de promessas de compensações financeiras. Afirmou também que recebia, por orientação do parlamentar, pagamentos de terceiros e os repassava para a mulher de Frota. Os valores teriam alcançado a cifra de, pelo menos, R$ 70 mil. O depoimento de Marcelo ao Ministério Público foi prestado em 28 de maio de 2019.

O ex-motorista de Frota, em entrevista à Folha, acrescentou que trabalhou na campanha eleitoral do ex-chefe e que foi pago por empresários amigos do então candidato com recursos que não foram declarados à Justiça Eleitoral. Marcelo chegou a ser lotado no gabinete de Frota por cerca de 20 dias em fevereiro, mas foi exonerado no final daquele mês.

Procurado pela reportagem do jornal, Frota negou as irregularidades e afirmou que está sendo vítima de “práticas de ameaças e extorsão”. De acordo com nota, em março de 2019, o deputado já teria apresentado queixa contra o ex-funcionário na Polícia Civil de Cotia (SP) e também feito uma representação na Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados.

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