“Entregarei um Brasil muito melhor em 2022 ou 2026”, diz Bolsonaro

Em evento na capital paulista, o presidente sinalizou, mais uma vez, a possibilidade de ser candidato à reeleição

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 06/08/2019 13:09

Ao discursar nesta terça-feira (06/07/2019) em São Paulo, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) garantiu que vai entregar um Brasil “muito melhor em 2022 ou 2026”. Esta é a terceira vez em que o chefe do Executivo nacional admite a possibilidade de disputar uma reeleição para o cargo que ocupa.

“Temos tudo para ser uma grande nação. Tenho certeza de que em 2022, ou 26, entregarei o Brasil, dada a confiança que tenho de grande parte da população, muito melhor do que encontrei”, afirmou nesta terça durante discurso na abertura do 29º Congresso ExpoFenabrave, no Transamérica Expo Center, na capital paulista.

Bolsonaro também afirmou que pretende transferir as legislações ambiental e de armas, hoje definidas no âmbito federal, para os estados. “Estamos estudando uma coisa que acho maravilhosa. O Congresso vai decidir passar muitas atribuições do Estado, [me refiro ao] Estado Brasil, para os estados, por exemplo, na questão do desarmamento”, sinalizou. “A questão [ministro do Meio Ambiente Ricardo] Salles, que talvez você vai concordar, de licenças ambientais. O que nós de São Paulo temos a ver com a questão ambiental de Roraima?”, questionou, ao tentar definir diferenças do mesmo tema em contextos distintos.

“Psicose”
O presidente também usou de ironia para se referir ao mandatário da França, Emmanuel Macron, e à primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel. Durante o encontro do G20, no Japão, Bolsonaro disse aos dois estadistas que o Brasil é vítima de uma “psicose ambientalista”.

“Vocês não imaginam o prazer que tive de conversar com Macron e Angela Merkel. Que prazer! Eles não se deram conta ainda de que o Brasil está sob nova direção. Agora tem presidente da República. Não posso complementar com um palavrão, mas dá vontade”, disparou Bolsonaro, ao se referir às pressões feitas por Alemanha e França sobre dados referentes ao desmatamento da Amazônia.

“Tem presidente da República que é leal ao povo brasileiro, que vem fazendo tudo que lhe é possível para cumprir aquilo que prometeu durante a campanha. Um presidente que diz que a Amazônia é nossa, que diz que maus brasileiros não podem divulgar números mentirosos, fazendo uma campanha negativa contra o Brasil”, acrescentou Bolsonaro, em referência ao índice de desmatamento divulgado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e colocados em xeque pelo próprio mandatário do país.

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