Em meio à crise, PSL suspende cinco deputados ligados a Bolsonaro

Carla Zambelli, Carlos Jordy, Alê Silva, Bibo Nunes e Filipe Barros não poderão se manifestar em plenário pelo partido

Rafael Carvalho/Governo de transiçãoRafael Carvalho/Governo de transição

atualizado 18/10/2019 14:42

Após convenção extraordinária do partido realizada na tarde desta sexta-feira (18/10/2019), em um hotel em Brasília, o PSL decidiu suspender cinco deputados federais ligados ao presidente Jair Bolsonaro: Carla Zambelli (SP), Carlos Jordy (RJ), Alê Silva (MG), Bibo Nunes (RS) e Filipe Barros (PR). Os efeitos passam a valer imediatamente, embora eles ainda possam recorrer.

Na prática, com a suspensão, nenhum dos deputados pode se manifestar em plenário pelo partido nem assinar qualquer lista em nome do PSL. Isso significa, por exemplo, que eles não poderão endossar uma nova tentativa de destituir o líder da bancada na Câmara, Delegado Waldir (GO), como aliados do presidente tentaram fazer sem sucesso na última quarta-feira (16/10/2019). O líder do governo na Câmara, Vítor Hugo (PSL), ainda tenta recolher assinaturas.

Em entrevista coletiva, Waldir afirmou que a suspensão se justifica pelo “vasto material” que comprova críticas dos parlamentares ao presidente nacional da legenda, Luciano Bivar, aos correligionários e ao partido como um todo.

“Não está sendo uma punição, na verdade montamos com a assessoria jurídica e técnica um vasto material probatório de ataques que eles fizeram nos meios de comunicação e nas suas redes sociais”, sustentou o líder.

Questionado se haveria a possibilidade de fazer qualquer tipo de acordo para que os deputados da ala pró-Bolsonaro pudessem sair sem serem expulsos, Waldir negou. “Quem quiser pular do 17º andar do edifício, que pule. Com certeza, perderão o mandato, que é do partido. Foi o partido que deu a possibilidade de eles serem eleitos.”

Pelo Twitter, Carlos Jordy reclamou da decisão e admitiu que a busca por assinaturas da ala bolsonarista para tentar conquistar a liderança do partido na Câmara fica prejudicada. “Uma atitude arbitrária de uma gestão que não [quer] ser questionada por desmandos. Com isso, somos impossibilitados de assinar qualquer lista. Não recuaremos!”, escreveu o parlamentar.

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