“É tudo à luz da legislação”, diz Bolsonaro sobre liberação de emendas

Presidente afirma que "não tem mala, não tem conversa escondidinha" ao comentar liberação de R$ 1,13 bilhão na véspera da votação na Câmara

Marcos Corrêa/PRMarcos Corrêa/PR

atualizado 09/07/2019 19:10

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou, nesta terça-feira (09/07/2019), que a liberação de emendas parlamentares na semana de votação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados é feita “à luz da legislação”.

“Tenho 28 anos de Parlamento, tudo o que é liberado está no orçamento. Então, eu gostaria de liberar tudo o que está no orçamento. E quando acontece uma situação como essa é normal, no meu entender. Nada foi inventado, não tem mala, não tem conversa escondidinha em lugar nenhum, é tudo à luz da legislação. É isso que deve estar acontecendo”, disse após cerimônia de lançamento do programa Pátria Voluntária.

Questionado se a prática poderia ser uma reprodução da chamada “velha política”, Bolsonaro negou, mas evitou repetir o termo. “Velha política é dar aquilo que vocês sabem que se dava no passado. Não quero falar em velha política, temos uma política no momento, que o Parlamento entende também como sendo a mais justa. Estamos no mesmo barco. Nós e o Legislativo queremos o bem do Brasil”, declarou.

O governo de Jair Bolsonaro liberou R$ 1,13 bilhão em emendas parlamentares voltadas para a área da saúde. A decisão está formalizada em 37 portarias editadas ontem à noite em duas edições extraordinárias do Diário Oficial da União (DOU) publicadas com data da segunda-feira.

A liberação dos recursos ocorre na semana em que o governo trabalha na conquista de votos de deputados pela aprovação da reforma da Previdência na Câmara. O processo de votação da proposta deverá ser iniciado ainda hoje e se estender até o fim da semana. Hoje, Bolsonaro afirmou que o texto deverá ser aprovado em dois turnos no Plenário da Casa até o próximo sábado

Levantamento da ONG Contas Abertas, divulgado pelo jornal O Globo, mostra que, nos primeiros cinco dias de julho, o governo empenhou R$ 2,5 bilhões de emendas parlamentares. A reportagem não detalha se nesse montante está incluído o valor da liberação da saúde.

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