Deputados estaduais presos no Rio prestam depoimento na PF

Operação Furna da Onça investiga tráfico de influência de diversos parlamentares da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro

RODRIGO MENEZES/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDORODRIGO MENEZES/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

atualizado 27/11/2018 22:58

Três deputados estaduais do Rio de Janeiro, atualmente presos, prestaram depoimento na Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (27/11). Paulo Melo, Edson Albertassi e Jorge Picciani, todos do MDB, foram interrogados pela delegada Xênia Soares, à frente das investigações da Operação Furna da Onça, sobre tráfico de influência de diversos parlamentares da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Picciani, que cumpre prisão domiciliar por problemas de saúde, foi o primeiro a chegar à sede da PF, na zona portuária do Rio, por volta das 9h30. Paulo Melo e Albertassi chegaram mais tarde, transportados na parte traseira de uma viatura da PF, vindos do Complexo Prisional de Bangu. Os depoimentos foram longos e os presos ficaram na PF por aproximadamente nove horas, só saindo às 18h30.

A Operação Furna da Onça foi deflagrada no dia 8 de novembro contra 22 pessoas, sendo que 14 delas tiveram prisão preventiva decretadas, sem tempo de duração determinado, incluindo nove deputados estaduais: André Correa (DEM), Chiquinho da Mangueira (PSC), Coronel Jairo (MDB), Luiz Martins (PDT), Marcos Abrahão (Avante) e Marcus Vinicius “Neskau” (PTB), além dos três que prestaram depoimento à PF.

Também foram presos um vereador e um secretário estadual de governo. A operação investiga o pagamento de propinas a deputados em troca de votos, em valores que totalizariam cerca de R$ 54 milhões.

Fora isso, havia a nomeação de pessoas para ocupar postos em cargos públicos, principalmente no Detran. Nem a delegada responsável pelo caso e nem os advogados dos presos falaram com a imprensa ao final dos depoimentos.

Últimas notícias